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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

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Sobre a Ivanka Trump

As eleições americanas já começaram e só saberemos o destino deste país daqui a uns dias mas os ânimos já estão quentes há muito tempo, desde logo com a nomeação de Donald Trump.

Todas as suas intervenções têm posto as pessoas em alvoroço. Há os seus ferverosos fãs e os seus ferverosos oponentes, maioritariamente celebridades, que estão a dar tudo por tudo para que Trump perca e saia da cena política (e talvez dos Estados Unidos) para não fazer mais estragos ou dizer mais disparates.

Trump trouxe para a sua campanha a sua filha Ivanka Trump, responsável pelas operações do império de hotelaria de Trump, e se no início ela até poderia estar a ajudar a melhorar a imagem do pai, agora talvez seja Ivanka que precisa de salvação.

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Milhares de pessoas estão a fazer um boicote à marca de roupa de Ivanka, como forma de protesto contra Trump. Shannon Coulter, que começou a campanha no Twitter, dirige-se a lojas que comercializam a marca, como a Nordstrom, explicando que "o discurso de ódio dirigido a afro-americanos, latinos, judeus, mulçumanos, à comunidade LGBT e a mulheres feito pela campanha Trump é inaceitável e não representa os valores da Nordstrom. Ainda assim, a Sra. Trump continua a defender o discurso e a Nordstrom a defender a Sra. Trump".

 

Nos primeiros dias, ninguém ligou muito ao boicote mas representantes da marca notaram um decréscimo nas vendas e nas visitas ao website, o que pode ser um impacto directo desde movimento, que despoletou 119 milhões de reações no Twitter. Sheelah Kolhatkar, colunista do The New Yorker, diz que Ivanka pode estar mesmo em risco de ver a sua marca arruínada pela extensa campanha presidencial do pai, apesar de dizer que a marca vai sobreviver com as seguidoras de Ivanka, mulheres trabalhadoras que partilham algumas experiências laborais com a executiva.

Ivanka responde que "a minha marca foi criada muito antes desta campanha e por isso, independentemente do resultado, ela vai continuar a existir" e que gosta de manter a sua vida profissional e a campanha do pai completamente separadas.

 

Sigo a Ivanka há vários anos e gosto daquilo que ela defende: no seu slogan "Women Who Work", ela é uma defensora dos direitos humanitários e do feminismo, divulgando no seu website  conteúdos para ajudar as mulheres a serem bem sucedidas, com conselhos profissionais, de carreira, de lifestyle e moda. Ela foi presença activa na campanha do pai, sempre elogiando-o e defendendo-o, dizendo que não reconhece o perfil do pai retratado na imprensa.

Seguramente que não sou apoiante do Trump nem gosto do seu discurso, mas sou fã da Ivanka, por aquilo que a sua marca defende e representa. Sei que essa marca possivelmente vai sofrer um pouco mas não podemos confundir as coisas. Quem está a jogar para ser presidente é Donald, não é Ivanka. Se fosse Ivanka, ela própria teria uma campanha completamente diferente, com discursos que reflectiam os seus valores e objetivos, e não os do pai.

O mesmo acontece com Hillary Clinton, quando falam das traições do marido. Não é Bill que está a jogar para ser presidente, mas sim Hillary. Ela tem a sua própria história política, valores, objetivos e considerações que são diferentes das do marido. Que eu saiba, ela não esteve envolvida em nenhume escândalo sexual (até ver) e por isso da mesma forma que Ivanka não pode ver o seu trabalho a ser penalizado pelas desvarios do pai, também Hillary não pode ser penalizada pelos desvarios do marido. Cada macaco no seu galho, como se costuma dizer.

 

Com resultados mais ou menos favoráveis para Trump, a verdade é que se a Ivanka continuar o seu trabalho profissional de empreendedorismo do feminismo, então a sua marca irá vingar e ficar, não só porque as pessoas se vão esquecer desta terrível campanha eleitoral, como também o trabalho, quando continuado e inovado, traz sucesso, a médio e longo prazo.

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