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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

O que queres ser quando fores grande?

O que queres ser quando fores grande?

 

A eterna pergunta feita quando somos crianças. Quero ser bombeira, médica, bailarina. E é desde pequenos que começamos a sentir a pressão de ser alguém na vida. Ser um título. Ser uma profissão. Ser o exemplo de uma posição na sociedade. É aqui, no início das nossas vidas, que os jovens ganham a ideia de que a sua vida só faz sentido se tiverem um trabalho, se forem um funcionário de alguma área, se forem um profissional com uma posição específica numa empresa.

 

O que queres ser quando fores grande não é uma verdadeira pergunta. Porque todas as pessoas vão ter a mesma resposta: eu quero ser a melhor versão de mim. Todos queremos a excelência humana. É isso que os jovens e a minha geração andam à procura: de uma oportunidade de crescer, de se desenvolver, de se tornar num ser humano melhor. Nós não queremos ser os melhores engenheiros informáticos, os mais fantásticos gerentes de bancos, os maiores vendedores do mundo. Nós queremos ser melhor que conseguirmos ser.

 

Porque ser e fazer são coisas distintas.

 

Segundo o dicionário, ser é aquilo que existe, o ente humano, a vida. E fazer é criar existência, produzir, realizar.

 

Assim as pessoas são alguém que fazem algo. Mas não fazemos uma coisa só! Somos um ser que faz fazeres. Como podemos dizer "sou banqueiro", como se um fazer nos definisse absolutamente?

 

E é daí que vem a insatisfação com o emprego, com a empresa, com a casa, com os filhos, com os amigos, com a vida. Porque nos dizem que só podemos ser uma coisa na vida. Como podemos ser só uma coisa? Ninguém é só uma coisa. Todos somos uma coisa que faz várias coisas. O nosso trabalho não é o nosso ser e a insatisfação vem porque as pessoas pensam que o trabalho é o ser, quando é apenas só mais um fazer.

 

Os Bill Gates e Mark Zuckerbergs desta vida são bem sucedidos não porque eles são aquilo que fazem. A paixão que os moveu a criar as suas grandes empresas é sobrehumana, o que nos leva a pensar que eles são aquilo que fazem. Mas não. O sucesso vem não daquilo que fazem, mas porque fazem. É a sua missão que os guia. É o seu ser que os torna bem sucedidos.

 

Todos somos seres humanos que querem visitar novos locais, conhecer novas pessoas, viver novas experiências. Queremos produzir algo. Queremos criar algo. Somos pessoas que criam coisas, diferentes coisas, coisas consoante os nossos diferentes interesses. Mas todas essas coisas não nos definem, pois não são as coisas que nos definem mas sim o sentido que lhes damos.

 

Devemos assim procurar não o sentido para a vida (ser alguém) mas sim ter uma vida com sentido (fazer algo). E só fazendo do que gostamos podemos ser alguém - não pela pressão da sociedade mas pelo nossos próprios parâmetros.

 

- Então, o que queres ser quando fores grande?

- Eu ser já sou grande. O que quero fazer é algo com sentido para mim

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