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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

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"Comprar coisas não te faz feliz"

Já que estamos em época de Natal, acho bem se alertar para o consumismo. 

Não estou a falar do consumismo de dar uma prenda a cada familiar, a um amigo, ao namorado. Estou a falar do tipo de prendas que se dá no Natal e se elas são prendas realmente úteis ou se só incentivam mais o nosso consumismo.

 

Ando aqui muito a pensar sobre o problema de estarmos sempre a querer coisas e o de nos esquecermos que há coisas mais importantes que o dinheiro, e depois aparece uma celebridade que até vem concordar comigo, mas que se contradiz todo.

 

Tom Ford, um estilista americano que foi director criativo da Gucci e levou a marca a ser avaliada em 10 mil milhões de dólares, veio dizer  que as melhores coisas da vida não são coisas.

 

Ele falou ao jornal The Times of London e diz:

Os nossos pais dizem-nos que as melhores coisas na vida são grátis e nós respondemos com desdém «sim sim, as melhores coisas da vida são um apartamento e um carro novo». Mas isso não é verdade. E fui parvo por não ter percebido isso logo. Vivemos numa sociedade muito consumista e eu também contribui para isso. Há bons momentos na vida, boas experiências mas também há momentos devastadores. O melhor da minha vida, aquilo que me faz realmente feliz, são as pessoas da minha vida.

 

Ter a casa e o carro é bom. Esse conforto material é importante na vida de uma pessoa, pois tal como a pirâmide de necessidades de Maslow indica, sem conforto, não vivemos e não vivemos bem. Contudo que casa é que queremos? Que carro é que queremos?

A questão acho que é "Será que o que queremos é o que precisamos?". 

 

E como já estamos na época natalíca, vale a pena recordar que há IMENSAS prendas a oferecer: uma caixa de bonbons, uma peça de decoração, um cachecol para o frio, um jantar romântico, uma degustação de vinhos, uma pulseira DIY, algo artesanal, um CD para ouvir num carro. Os presentes tecnológicos podem agradar mais a crianças e a jovens e acredito que estes devem ser dados para determinados propósitos, mas também acredito que um presente original e diferente tem muito mais significado do que uma "tralha" que passado algum tempo já não tem o mesmso valor.

Também eu tento lutar contra esta tendência consumista. Não sou imune. Mas tento estar atenta aos meus comportamentos para poder melhorar e pensar no que realmente quero e gosto, que é ter tempo para fazer mais coisas. E por isso decido investir em experiências e não em coisas, para me limpar e concentrar no que importa.

 

Já estou a fazer a minha lista de prendas e quero algo útil, original, diferente, querido e se der barato. Não é obrigatório dar algo caro para mostrar que gostamos de alguém, basta darmos o que ela gosta, um mimo e uma atenção - e isso faz toda a diferença, não só no Natal mas também todos os dias.