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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

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A preserverança das crianças

Todos os dias vou ao Medium espreitar alguns artigos de inspiração e esta semana encontrei este que me fez pensar sobre o assunto.

Com um título apelativo "Vive como uma criança", o primeiro parágrafo despertou-me logo à atenção e fiquei alguns minutos a reflectir sobre aquelas palavras.

Kary Oberbrunner, um coach orador, falava num dos seus seminários: "Se o cérebro humano fosse colocado no cérebro de uma criança, a criança demoraria 80 anos a aprender a andar. Isto porque iria estar tão focada no medo de cair ou de tropeçar em vez de estar concentrado em aprender".

 

De facto, as crianças são o melhor do mundo. Mesmo quando passamos aquela fase de que odiamos crianças porque são chatas e fazem barulho, ninguém lhes é indiferente e, nos momentos mais inesperados, conseguem arrancar-nos um sorriso.

As crianças conseguem ser mágicas porque são inocentes, honestas, sinceras, humildes, interessadas e extremamente curiosas - e assim o que podemos aprender delas?

 

Imaginemos o cenário: uma criança está a aprender a andar. Dá um ou dois passos com a ajuda do pai, que lhe agarra os pulsos pequenos. Com alguma autonomia, o pai deixa-a ir e a liberdade entusiasma a criança. E ela começa a mexer as perninhas, sempre a andar. Anda, anda e anda, e corre mais um pouco até que cai. A criança fica sentada no chão a olhar à volta e pensa: "oi? O que aconteceu? Que é isto de cair? Estava lá em cima e agora estou cá em baixo, que aconteceu?". Que surpresa esta! O pai ri-se e meio preocupado pega na criança e volta a colocá-la de pé. Empurra-a para a frente e deixa a continuar o seu caminho.

Uns dias mais tarde e acontece exactamente o mesmo. A criança está a brincar com uns amigos, aleija-se no joelho, chora, pede ao pai colo e uns minutos mais tarde vê as outras crianças e vai correr de novo.

 

O que podemos aprender com isto? As crianças andam, caem, levantam-se e voltam a andar. As crianças não estão a pensar se doeu cair, se estão feridas, se os outros meninos as viram cair, se alguém as vai ajudar, se estão bem vestidas, se estão sujas. As crianças apenas querem fazer aquilo que querem fazer, mais nada. Estão tão concentradas a viver o presente que não pensam em mais nada - não lhes interessa se já cairam e partiram a cabeça ou se subirem as escadas vão esfolar o joelho.

As crianças podem ser completamente descuidadas consigo próprias, irritando muitos pais e colocando-se em situações de perigo pois não têm noção. Contudo, elas dão uma brilhante lição de persistência aos adultos. Quando caímos, temos de nos levantar. Quando falhamos, temos de tentar de novo. Quando nos magoamos, limpamos as feridas e voltamos ao activo, sempre com a mesma curiosidade e ambição, sempre com o mesmo optimismo.

 

As crianças vivem sem medo - e os adultos também deviam ser assim.