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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Estamos no Facebook

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Já disse que estamos no Facebook? Acho que não!

 

Aqui no blogue escrevo artigos maiores 2/3 vezes por semana. No Instagram, vou partilhando algumas coisas sobre a minha vida. E no Facebook também o Erre Grande tem mais conteúdos: partilha de notícias interessantes, temas para debate, frases motivadoras para começar e acabar bem a semana.

 

Sigam lá e partilham a vossa opinião ;)

A limpar a vida

Depois de tanta tralha, comecei mesmo a limpar a minha vida. 

 

Há uns anos atrás era viciada em conhecimento: tinha uma lista de mais de 500 websites favoritos no meu computador, porque um dia aquele link poderia dar jeito; ou porque um dia ia-me lembrar de ver aquele filme ou ouvir aquele álbum; inscrevi-me em mais de 20 newsletters porque tinham notícias, blogues, cursos grátis, conhecimentos; pesquisei e anotei mais de 100 cursos em Lisboa, de diversas áreas, porque um dia gostaria de os tirar; guardei e guardei papéis que tinha rabiscado e que um dia qualquer eu me iria lembrar do que foi dito naquela formação muito importante; arrumei e desarrumei a secretária e o armário para ter aqueles documentos e aquela roupa que só tinha usado uma vez mas que certamente eu iria precisar deles no futuro.

 

Até que tomei a decisão de viver com menos e viver com o essencial.

Deixei de guardar páginas da web só porque um dia gostaria de ver aquele filme - se o quiser mesmo ver, guardo duas horas nesse dia à noite e vejo.

Deixei de pesquisar por imensos cursos e querer fazer tudo porque acho que é algo muito interessante - escolho aqueles que se alinham com os meus objetivos profissionais e pessoais e a partir daí vou construindo a minha vida;

Deixei de guardar papéis - se precisar de me relembrar daquela ideia ou daquela apresentação, faço de novo e treino, porque é na acção que está o crescimento.

Deixei de querer ficar horas e horas no scroll do Facebook e apaguei páginas que não me preenchiam;

Deixei de querer acumular informação na minha caixa de email - se abro uma reportagem e não a li nas seguintes duas horas, fecho a janela da web e não penso mais sobre o assunto.

 

Trabalhar melhor é saber direcionar o nosso foco. Crescer é saber distinguir aquilo que nos pode ajudar daquilo que é acessório. Ser mais feliz é saber que vai-nos faltar muita coisa na vida mas aquilo que temos é aquilo que é necessário. Nem todos os amigos vão ter toda a atenção; não vamos experimentar todos os restaurantes num mês; não vamos ter toda a roupa que queremos; não vamos ter todo o tipo de decorações que queremos na nossa casa; não vamos ter todos os carros do mundo.

 

E ainda bem que é assim - viver com menos é mais. É viver com o que nos é necessário. É viver com aquilo que nos basta mas esse bastar ser gigante. É viver com aquilo que nos preenche exactamente, na medida certa, nem mais menos.

Muda a imagem ou muda a vida

Às vezes ficar a ver séries em casa dá jeito.

Acompanhei a série "Hart of Dixie" (em português "Doutora no Alabama") quando dava nos Estados Unidos mas no outro dia apanhei nas televisões por cá e como estava frio, vento e chuva, puxei da mantinha e por um ou outro episódio. Já não sei a quantas andava mas apanhei uma cena de que já não me lembrava mas que tem uma grande lição de vida.

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Só para resumir a situação: rapariga de Nova Iorque chega a Alabama; rapariga sente-se atraída por um rapaz que é, digamos, não o seu estilo; rapaz e rapariga envolvem-se; rapariga arrepende-se mas continua atrás dele; rapariga sente-se confusa e dividida, entre a sua cidade e o Alabama; rapariga acha que Alabama não é para si mas afinal gosta do sítio; rapariga está confusa e frustrada e atribui as culpas ao rapaz.

Mas o rapaz não se conforma e apresenta-nos um discurso que me deixou de boca aberta:

 

Estás sempre a olhar à tua volta, a pensar como é que a tua vida deveria ser e não a pensar no que ela é.
Tu não estás a ser honesta contigo. Não estás a admitir o que te faz feliz.
Sabes o que vou fazer hoje? Vou ficar em casa e jogar Playstation, talvez duas, três horas. O que eu não vou fazer é mandar-me abaixo por passar a noite a jogar quando podia sair e ir salvar o mundo. Porque se eu quisesse ir salvar mundo...eu ia, já amanhã. Porque é uma escolha. É a minha escolha. Tal como tu escolheste ficar aqui, tal como tu escolheste ser médica em vez de ser astronauta, tal como tu escolheste dormir comigo ontem - e é óbvio que há qualquer coisa em todas essas decisões que te faz feliz. O problema é que elas não correspondem à tua imagem perfeita de como a tua vida deveria ser.
Por isso, queres ser feliz? Muda a tua imagem ou muda a tua vida.

 

Pode ser uma série, pode ser uma cena romântica, pode ser um discurso muito bem preparado. Mas a verdade é que a mensagem está lá.

Por vezes, temos expectativas quanto àquilo que a nossa vida deveria ser. O plano está todo feito, seguimos todos os passos, mas as coisas não aconteceram como nós queríamos. E depois sentimo-nos frustrados porque há coisas a acontecer mas não prestamos atenção, porque elas não estão a correr como nós queremos. 

 

A resposta aqui é simples: ou mudamos as nossas expectativas e mudamos a imagem que temos da nossa vida; ou então mudamos de vida para chegar às nossas expectativas. A única constante da vida é a mudança. Por isso, ou mudamos de comportamento, ou mudamos de sonhos, ou mudamos de vida. E não devemos ter medo da mudança, porque, no final, se trabalhamos para ser felizes, então, no final, vai tudo correr bem!

Fica a dica #4

A única constante da vida é a mudança.

 

É tão simples, tão antiga, tão verdadeira, tão real, tão óbvia. Heráclito de Efeso brinda-nos com esta sabedoria sobre a vida.

Mudar deve ser sempre para melhor. Se mudarmos para pior, é apenas algo temporário (porque, lá está, está sempre tudo a mudar). Darwin é defensor da mudança, pois o melhor dos animais não é o mais forte ou o mais inteligente mas sim o mais adaptável às circunstâncias. 

O mundo muda. E nós mudamos com ele. Porque se não ficamos para trás. Porque se não estamos a viver o passado e não o futuro. Que mudar seja sempre para crescer, progredir, vencer. Que mudar seja sempre difícil para que nos torne mais fortes. Que mudar seja sempre fácil porque é tão óbvio fazer aquela mudança.

Porque mudar é a única constante da vida. E mudar tem de ser, deve ser, só pode ser para melhor.

 

Chega!

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Chega.

Chega aquele dia em que já chega.
Depois de tempos a aturar uma vida, um comportamento, uma rotina, começamo-nos a sentir saturados. Mas continuamos a aturar sabe-se lá porquê...porque estamos à espera de um milagre? Porque achamos que alguém tem de nos salvar da nossa vida?

Até que chegamos ao ponto de saturação. E percebemos uma verdade chata mas absoluta: ninguém faz milagres, ninguém salva-nos de nós mesmos, ninguém constrói a vida que queremos por nós.

E então caímos na verdade e percebemos tudo. Caímos e caímos a fundo. Diria que morremos. Morremos para começar uma vida nova, como uma cobra que tem uma nova pele. Caímos, choramos, morremos e pensamos como é chegamos a este ponto, como é que continuámos esta rotina, como é que continuámos a bater com a cabeça na parede até chegarmos ao presente? Como é que conseguimos ser tão estúpidos e não fazer as coisas como deve de ser? Como é que nos auto-sabotamos durante tanto tempo?

Morremos, fazemos o luto mas não temos tempo a perder. E por isso levantamo-nos e renascemos. As mudanças começam logo e não dá para voltar atrás, não dá para pensar no que os outros vão pensar, não dá para esperar a ver o que acontece. Não vamos mais esperar porque vamos à luta. Contra tudo, contra todos, com o apoio de alguns, com os recursos que temos e com os recursos que vamos ganhando com o tempo.

Renascer é a mesma dor que nascer e é uma dor da qual temos consciência. Mas é uma dor que cura, que retira o acessório, que exalta o importante, que define o foco, que torna claro o que se quer com a nova vida.

Renascer custa. Começar do início é terrível. Mas não há outra forma de viver porque para trás já não faz sentido. Agora é sempre em frente, com muito medo e frustração. Mas super conscientes de que toda a dificuldade é para valer a pena.

It's a new day, it's a new Life for me... and I'm feeling good.

Aprender e Reaprender

Uma das frases mais "batidas" e conhecidas sobre a vida é que não existem vitórias nem derrotas - existem momentos de aprendizagem.

Por vezes nem sempre é fácil acreditarmos nessa realidade. Queremos sempre ganhar, prosperar e colecionar vitórias na vida. Perder é algo de que ninguém gosta, porque associamos com falhar, não ganhar, não vencer, não ficar no topo, não chegarmos ao nosso objetivo.

 

Sempre que tentamos e falhamos, parece que não queremos tentar de novo. Mas há uns malucos (chamam-se os determinados) que depois de falhar, começam a pensar no que podem fazer melhor, da próxima vez. Estão sempre a aprender e a querer fazer mais. Estão sempre a querer crescer e a ser melhores.

E as lições de aprendizagem não aparecem uma vez, mas sim várias vezes. Mais do que aprender, é reaprender, é aprender aquilo que já sabemos e aprender de outra maneira, de outra perspectiva. E aprendemos, todos os dias, e reaprendemos todos os dias, não só com as nossas experiências mas também com as dos outros.

Mais importante que aprender é reaprender sobre nós proprios, as nossas experiências, os nossos erros, os nossos medos, limites, desafios, e reconhecer. Mais importante que aprender é reaprender, nunca esquecendo os desafios que encontrámos, os obstáculos que ultrapassámos, as pequenas conquistas que nos deixam confiantes quanto ao futuro. 

 

Devemos estar sempre a aprender e também a reaprender, para nunca esquecer.

Ser jovem é ser bem sucedido?

"Estás a perder a motivação ou gostavas que as coisas acontecessem mais rápido?"

 

Gary Vaynerchuk, eterno empreendedor que é dono de uma agência de marketing digital e conhecido por ter criado um pouco da sua fortuna com investimentos na Facebook, Twitter e Snapchat, está sempre a dizer que quando se monta um negócio, é preciso ter paciência. É preciso ter motivação mas também paciência, porque ser um empreendedor não é uma solução para escapar à vida, mas sim um estilo para toda uma vida.

 

Quando o Gary escreve isto, vejo imensos comentários de jovens frustrados que realmente entende que precisam de ter paciência e trabalhar para o sucesso que não acontece do dia para a noite. E estamos a falar de jovens com 21/22 anos que acham que já deviam ter sucesso, quando têm a vida toda pela frente!

Porque será que acontece isto? Porque é que pessoas com 24, 25 anos acham que se não estiverem a fazer qualquer coisa na vida então já é tarde mais?

A pressão está no que a sociedade nos diz, por dois caminhos.

 

Um caminho vem das expectivas que os nossos pais colocaram em nós. Quantos de nós cresceram a pensar que o curso universitário ia dar emprego imediato e que por volta das 25-26 anos já estávamos a viver na nossa casa com o nosso carro à porta e que aos trinta já éramos profissionais com 10 anos de carreira prontos para começar uma família com todas as posses materiais possíveis? Pois essa expectativa sempre esteve lá mas nunca aconteceu. A crise e as constantes mudanças na sociedade e na tecnologia fizeram com que o mercado de trabalho mudasse radicalmente e todos, especialmente os mais jovens, ainda se estão a adaptar para sobreviver e sustentar uma vida que ainda nem começou e parece nem sequer ter possibilidades de começar.

 

Outro caminho vem dos jovens bem sucedidos. Há uns anos atrás ninguém ouvia falar dos 30 under 30, ou seja, dos jovens com menos de 30 anos mais influentes de todo o mundo. Mark Zuckerberg, fundador do Facebook, tem apenas 32 anos, e tornou-se multimilionário; o criador do Snapchat tem apenas 26 anos; a blogger mais bem paga do mundo tem 29 anos; a celebridade com mais seguidores tem no Instagram tem 24 anos; há listas infindáveis dos mais jovem bilionários do mundo, que deixaram a faculdade e aos 23 anos ganham como gente grande.

 

Agora imaginem-se só a pressão: de um lado, temos a "pressão" da sociedade, a dizer que temos de nos adaptar e a ansiedade de que já estamos a chegar aos trinta e ainda nem podemos sair de casa, mas que é natural, pois as coisas não estam fáceis para ninguém; e depois do outro lado, vemos que as coisas não estão fáceis mas que há malucos que chegam ao top dos tops e ainda nem têm idade para beber uma cerveja nos Estados Unidos.

 

A pressão está lá, a dizer que aquilo que os nossos pais pensavam para nós não vai acontecer tão cedo. E assim somos um fardo para os nossos pais, para a sociedade, para as empresas. Porque nunca crescemos porque não nos deixam, porque vamos arrastando a nossa situação, como se fosse culpa nossa, como se todos fossemos preguiçosos e não quisessemos ter a nossa independência, sair de casa, ter o canto, a nossa família e a nossa maneira de viver.

Parece que ser jovem já não é sinónimo de poder aprender, crescer e procurar aquilo que se quer fazer para o resto da vida. Parece que ser jovem é ter a responsabilidade de já ser alguém na vida. Não há mais tempo nenhum para pensar no futuro, ele já tem de estar muito organizado e planeado, porque vai tudo correr como planeado, certo?

 

Para todos os jovens da minha idade, eu sei o que é parecer um fardo para os vossos pais, ir tirar cursos para ocupar aquele vazio de não estarmos a trabalhar; de trabalhar em call centers para pagar o quarto porque voltar para casa não é seguramente a solução; mas não pensem muito nisso. Encontrem o vosso canto, o vosso trabalho e trabalhem no duro para chegar lá. Esqueçam os milionários e jovens da vossa idade ou mais novos.

 

Cada pessoa tem a sua história e o seu caminho. Cada pessoa tem os seus objetivos e isso depende de cada um de nós. Cada um tem as suas experiências e ninguém devia ter vergonha disso mesmo. Cada um sabe aquilo que quer, cada um quer ter sucesso à sua maneira. O sucesso de todos nós não passa por todos termos um milhão de euros. E por isso não somos todos falhados. E mesmo que outros consigam o que queremos, não somos falhados - simplesmente ainda não chegámos lá. Simplesmente precisamos de trabalhar mais. Simplesmente temos de evoluir para chegar lá. Simplesmente temos de continuar. Ou simplesmente somos melhores noutra coisa. Não interessa.

 

A questão é que mesmo que haja jovens super hiper mega bem sucedidos, mesmo que a sociedade esteja cada vez mais evoluida, mesmo que seja mais fácil para todos nós podermos dar vida a ideias que podem ser muito bem pagas, mesmo que todas as condições possíveis do mundo existam e estejam ao alcance de qualquer um de nós, cada um sabe de si, cada um constrói a sua narrativa, cada um tem a sua vida.

E essa vida é única e se com essa única vida que temos somos felizes com o que temos, então já somos bem sucedidos.

Hoje é Follow Friday

O Follow Friday vem mesmo a calhar, porque comecei a seguir o blog Vida Extra.

É um blogue sobre uma área que eu não sei patavina - video jogos - mas o último artigo sobre os jogos de computador e a educação física fez-me pensar mais sobre a importância que a tecnologia, os jogos e as aplicações têm na vida das pessoas e como esta indústria tem evoluido.

Acho que por vezes penso que vídeojogos é para crianças / homens que não têm mais nada para a fazer. Mas há um real potencial de tornar estes jogos educacionais, para jovens e adultos; há jogos que são uma verdadeira obra de arte, com designers, programadores, guionistas e artistas a desenhar personagens, cenários, e criar histórias que alimentam o imaginário do jogador e também o habilitam a treinar capacidades como a resposta rápida, a estratégia, a defesa.

Aqui fica a sugestão ;)

É para viver com esperança

Depois das noticias desta semana, conclui que há duas maneiras de viver: em medo e em esperança.

 

Viver em medo é acreditar no real, no possível, no negativo, na dor, na descórdia, na disconfiança.

Viver em esperança é acreditar no impossível, na imaginação, no positivo, na satisfação, na comunidade, na bondade, na partilha.

É fácil viver em medo, porque todos os seres humanos sabem o que é a dor. Desde a dor física de cortar um dedo, à dor de dar a luz, partir um osso, levar um tiro, ou ter um acidente. Todos sabemos o que é chorar, sentirmo-nos negativos, sentirmos raiva, frustração, desapontamento, medo e terror.

Assim, não é fácil viver em esperança, porque os sonhos parecem que são apenas para alguns, a paz é para os sonhadores, a felicidade é para os ingénios, a bondade é para quem pode, a satisfação é efémera e o paraíso não existe.

É mais fácil vendermos o que é real e o que é provável. É sempre provável que vamos sofrer, enfrentar dificuldades, lidar com insatisfações e desastres na nossa vida. É mais fácil vendê-lo porque é o que se conhece. Podemos ter acabado de comer bem mas sabemos que há fome; podemos ter uma casa, mas sabemos que há refugiados e sem abrigos; podemos ter um aquecimento, mas sabemos de quem não roupa; podemos matar a sede mas sabemos de que não tem água; podemos tomar um benuron, mas sabemos de quem não tem saúde para sobreviver para lá dos 2 anos de idade.

De facto, não é fácil viver em esperança. Não é fácil dar a outra face quando nos querem prejudicar; não é fácil continuar a acreditar no bom quando há tanto mal; não é fácil sermos bons para todos quando eles nos podem fazer mal; não é fácil acreditar na nossa segurança e saúde absolutas; não é fácil em qualquer situação ver o copo meio cheio.

 

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Mas aprendi com a Sra Obama uma verdade máxima: quando eles vão para baixo, nós vamos para cima.

Quando o mundo parece estar perdido, devemos dar-lhe esperança. Quando o ódio espalha-se, temos de dar amor. Quando há discórdia, temos de procurar o respeito pelo outro. Quando há demagogia, temos de procurar a informação. Quando há racismo, temos de procurar o abraço entre culturas e religiões. Quando há extremos, temos de procurar o equilíbrio. Quando nos querem calar, temos de falar mais e mais alto ainda. Quando parece que caem as trevas, temos de procurar ser o Sol. Quando parece que tudo vai correr mal, temos de lutar para que corra bem. Quando uns caem, outros ajudam a levantar-se.

 

Se há algo que aprendi na vida é que somos mais positivos e optimistas quando estamos em situações de extrema negatividade. Devemos usar a negatividade como um trampolim para a garra, para a força, para a comunidade. O medo pode-se espalhar facilmente e pode ter muita força. Mas basta uma pequeníssima crença, uma pessoa de esperança, para que o mundo possa começar a andar até ao Sol.

 

Como eterna optimista digo que são nos piores momentos que vemos realmente o que é importante na vida: as pessoas, a bondade, o diálogo, o respeito, a comunhão. E por isso se estamos num momento negro, é a oportunidade perfeita para nos relembrarmos que é a união e o acordo que faz a força. A discórdia separa, o diálogo une.

 

Esta é uma grande oportunidade para sonhar mais. Mas mais que sonhar, é a oportunidade para acreditar mais, trabalhar mais, lutar mais. Viramos isto do avesso e bola para a frente. Se cairmos, recomeçamos, porque a esperança não morre nem desiste. Aqui vamos nós, lutar mais um pouco.

Estás a aproveitar o WebSummit?

Primeira nota: eu não estou no WebSummit, não tenho bilhete, não vou ao evento logo estou a ver isto tudo por fora. E talvez com alguma inveja.

Copyright: IBTimes

 

O WebSummit chegou há uns dias e é obviamente o grande tópico de conversa do dia-a-dia. E por isso mesmo só se fala disso. Nos dias anteriores, a imprensa inundou as redes sociais com notícias sobre o assunto, sobre os investimentos, as oportunidades, os stands, as conferências com grandes speakers, os patrocinadores, tudo.

Toda a imprensa - e principalmente a especializada em economia, tecnologia e marketing - está a preparar este evento há meses e por isso estão a trabalhar todos os minutos para dar novidades às pessoas. Grandes artigos de "10 conferências que não pode perder", avisos sobre como chegar lá, quantas pessoas chegaram a Lisboa, quais as nacionalidades dos participantes, quais os melhores sítios de networking para a after party, tudo está a ser escrito e partilhado na Web para o público ficar a saber todos os detalhes deste grande evento.

Com o início do evento na segunda-feira, foi a vez do público, das pessoas, dos jovens, de partilharem fotografias, snaps e vídeos da grande arena, do espaço de feiras, dos cartões de visita, quase num efeito de proclamação que não perderam o maior evento do ano. 

 

Isto pode ser alguma inveja mas é também uma pergunta muito sincera: será que alguém está mesmo a aproveitar o WebSummit?

 

Vejo todas as imagens e as presenças das pessoas mas será que metade das pessoas que tem a sorte/privilégio de ter acesso total a um evento desta magnitude sabe realmente que tipo de ideias é que estão a ser debatidas? Tem algum conhecimento sobre o mercado e a indústria para realmente aproveitar os insights de muitos empreendedores?

Será que um gestor de uma empresa está realmente a perceber o impacto das apps e como isso se pode traduzir em leads para o seu negócio?

Será que um estudante da faculdade está a perceber que uma startup não é só uma ideia mas sim constante trabalho de melhoramento?

Será que um account de uma agência de comunicação está a perceber a maneira como a comunicação na web está a alterar a sua própria forma de trabalhar e que pode dar novas soluções aos seus clientes?

Será que alguém naquela sala está a ver o maior saco de laranjas fresquinhas e doces e está a equipar-se de ferramentas para espremer um sumo de ideias sobre o futuro da tecnologia e do empreendedorismo?

 

Sei que não vou, que não fui, e que pode ser tudo inveja, mas com a magnitude deste evento e pela importância que tem, e pelas ideias que vão ser debatidas, gostava de ver mais artigos, mais opiniões, mais ideias, mais apresentações de negócios, mais protagonistas, mais debates sobre o empreendedorismo em portugal, as empresas portuguesas, os desafios do futuro, a tecnologia, as apps, etc. 

É giro ver fotos da arena no primeiro dia, mas há muito mais para além disso. Acredito que haja realmente boas ideias a serem discutidas e assuntos fundamentais a serem debatidos por grandes personalidades que revelam informação que noutros locais não o fariam.

 

Espero muito que as pessoas estejam mesmo a aproveitar. Talvez dê para tirar fotos e apontar várias boas ideias. Mas até agora não tenho visto isso. Espero bem que a cidade, as pessoas, os empreendedores aproveitem. Eu certamente não estou a aproveitar porque não fui, e por isso fico com a responsabilidade de ficar de fora.

Mas quem foi, espero que tenha a responsabilidade de NÃO ficar de fora, e estar bem dentro do acontecimento, pois pode haver mais Websummits, mas como o primeiro em Lisboa, esse não vai haver outro.

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