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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

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Tanta tralha, tanta merda

Peço desculpa se o título deste post pode parecer um pouco duro mas é realmente um desabafo.

Coisas. Tralhas. Papéis. Sacos. Coisas. Canetas. Cadernos. Na minha casa há de tudo, porque temos a mania de guardar tudo.

Há dois fins-de-semana, quando já estava farta de ver tudo desarrumado na mesa da sala, meti mãos à obra e achei que estaria tudo pronto. Quando vou dar uns papéis à minha irmã, ela diz-me: "estás a arrumar coisas? Então espera aí" e dá-me mais duas caixas cheias de papéis para ver. Papéis que na altura "eram importantes" mas com o tempo penso se realmente tê-los é algo importante na minha vida.

 

Tenho a mania de guardar coisas porque acho que um dia podem fazer falta. Sempre foi assim, guardar coisas em minha casa, mas isto começa-me a dar urticária.

 

Não percebo porque é que guardamos tudo, porque é que queremos manter coisas e coisas, caixas e caixas de arrumações, acessórios, roupa, vernizes, maquilhagem, champôs, casacos, malas, sapatos, almofadas, móveis, decorações, quadros, tudo...porque é que vivemos uma vida tão cheia quando na verdade não temos nada lá dentro?

Para que serve ter coisas afinal? Será que quantas mais coisas temos, mais mostramos aos outros que somos ricos? Porque se temos muitas coisas quer dizer que as podemos comprar e isso valida o nosso poder económico e algum status que possamos ter na sociedade? Porque é que se quer a melhor mala, o mais recente carro, os cargos disto e daquilo, aquelas montanhas de papéis de rascunho de todos os tamanhos e feitios porque "podem servir para um dia"?

 

Cada vez tenho menos paciência para ter mais coisas. Prefiro colecionar momentos ou experiências. Começo a preferir ir a uma conferência, ir de fim-de-semana fora, conhecer um novo restaurante, fazer uma experiência diferente com amigos do que propriamente comprar mais uma peça de roupa, mais um móvel, mais uma coisinha que vai ficar muito bem naquele cantinho muito giro lá em casa.

 

Além disso, menos coisas ajudam-me a focar no que realmente importa. Menos coisas, menos distrações, mais vontade e disponibilidade para concentrar-me nas minhas paixões, nos meus momentos de descontração, na minha pausa do dia para ler mais um capítulo de um livro.

Assim nestas últimas semanas e seguramente nos próximos meses, quero-me concentrar no que realmente importa, porque o menos é realmente o MAIS.