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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

As três certezas da vida

Conhecem aquela frase, de "só sei que nada sei!" do Sócrates, o filósofo grego?

Esta fantástica frase abre logo o debate do que realmente sabemos na vida.

 

Entretanto, passou-se a dizer que só há uma certeza na vida, e que essa certeza é completamente absoluta, desde o dia que nascemos. Pois, a frase pode passar a ser "só sei que um dia vou morrer". Não é tão optimista quanto a de Sócrates mas realmente fala da maior certeza que temos quando estamos vivos, é que um dia vamos deixar de estar.

Com a evolução dos tempos, o desenvolvimento e o crescimento económico, a certeza da vida já não era de que iríamos morrer. Ou melhor, até era, mas aquilo que era mais inevitável do que morrer seria pagar impostos.

Quantas vezes é que já devemos ter ouvido a frase "só sei que pago os meus impostos!". Parece que é a verdade absoluta do século XXI, de que ninguém pode escapar a essa praga que é os impostos, pois foi a maneira que as sociedades já na Idade Media encontraram para se governarem: colectar rendimentos de várias pessoas e depois distribui-los com infraestruturas, facilidades e muito mais tarde, com subsídios.

 

Ora, na actualidade, parece que temos duas certezas na vida: de que vamos morrer e de que temos de pagar impostos.

 

Mas eu gostava de acrescentar uma verdade absoluta para mim: a certeza absoluta de que vai tudo correr bem.

 

Esta minha certeza vem do meu eterno optimismo (misturado com inocência) de que tudo vai correr bem. Que depois da tempestade vem a tormenta; que as nuvens demoram muito tempo a passar mas que depois passam; que os maiores obstáculos foram-nos apresentados exactamente para os podermos ultrapassar; que as maldições sáo geralmente bençãos; que as experiências são oportunidades para crescer.

 

Tenho para mim aquela frase que diz: "no fim, tudo fica bem. Se ainda não está bem, então é porque não é o fim".

E para no fim ficar tudo bem, acredito que esse bem deve ser cultivado, com felicidade, determinação, amor próprio, amor pelo outro, amor por descobrir, amor pela vida e por tudo.

Tanta tralha, tanta merda

Peço desculpa se o título deste post pode parecer um pouco duro mas é realmente um desabafo.

Coisas. Tralhas. Papéis. Sacos. Coisas. Canetas. Cadernos. Na minha casa há de tudo, porque temos a mania de guardar tudo.

Há dois fins-de-semana, quando já estava farta de ver tudo desarrumado na mesa da sala, meti mãos à obra e achei que estaria tudo pronto. Quando vou dar uns papéis à minha irmã, ela diz-me: "estás a arrumar coisas? Então espera aí" e dá-me mais duas caixas cheias de papéis para ver. Papéis que na altura "eram importantes" mas com o tempo penso se realmente tê-los é algo importante na minha vida.

 

Tenho a mania de guardar coisas porque acho que um dia podem fazer falta. Sempre foi assim, guardar coisas em minha casa, mas isto começa-me a dar urticária.

 

Não percebo porque é que guardamos tudo, porque é que queremos manter coisas e coisas, caixas e caixas de arrumações, acessórios, roupa, vernizes, maquilhagem, champôs, casacos, malas, sapatos, almofadas, móveis, decorações, quadros, tudo...porque é que vivemos uma vida tão cheia quando na verdade não temos nada lá dentro?

Para que serve ter coisas afinal? Será que quantas mais coisas temos, mais mostramos aos outros que somos ricos? Porque se temos muitas coisas quer dizer que as podemos comprar e isso valida o nosso poder económico e algum status que possamos ter na sociedade? Porque é que se quer a melhor mala, o mais recente carro, os cargos disto e daquilo, aquelas montanhas de papéis de rascunho de todos os tamanhos e feitios porque "podem servir para um dia"?

 

Cada vez tenho menos paciência para ter mais coisas. Prefiro colecionar momentos ou experiências. Começo a preferir ir a uma conferência, ir de fim-de-semana fora, conhecer um novo restaurante, fazer uma experiência diferente com amigos do que propriamente comprar mais uma peça de roupa, mais um móvel, mais uma coisinha que vai ficar muito bem naquele cantinho muito giro lá em casa.

 

Além disso, menos coisas ajudam-me a focar no que realmente importa. Menos coisas, menos distrações, mais vontade e disponibilidade para concentrar-me nas minhas paixões, nos meus momentos de descontração, na minha pausa do dia para ler mais um capítulo de um livro.

Assim nestas últimas semanas e seguramente nos próximos meses, quero-me concentrar no que realmente importa, porque o menos é realmente o MAIS.

Tempo ou Dinheiro?

No outro dia vi mais um artigo com um título mesmo a chamar por mim para dar o like. "O que deveria escolher: tempo ou dinheiro?", dizia o título do The New York Times.

Escolher tempo ou dinheiro? Nem precisava de ler o artigo.

Para a maioria das pessoas é o dinheiro porque é o que faz falta. Mas para mim o que me falta é TEMPO!

Temos para quê?

Para aproveitar a vida ou então para fazer o dinheiro que também falta!!

 

O tempo pode levar a mais dinheiro e o mais dinheiro pode levar a mais tempo. Mas só com dinheiro e sem tempo, de que vale viver? Mas com tempo e sem dinheiro, é possivel po-lo a funcionar.

 

Vivemos nesta sociedade em que a crise despertou realmente nas pessoas uma verdade que sem dinheiro não se faz nada. Mas como bons guerreiros que somos, muitos portugueses sairam do desemprego, pegaram em empréstimos, amigos, familiares e agarram-se numa ideia que lhes trouxe felicidade e alguma fortuna.

E mesmo que haja algum problema nesta discussão sobre o tempo e o dinheiro, para mim é só pensar que o dinheiro não compra o tempo que já passou, o dinheiro não paga os tempos que não passamos com a família, o dinheiro não paga a saúde, não paga os momentos esquecidos com os filhos, não paga as saudades dos beijos dos avós, não paga a saúde de quem está há meses de ver o seu fim.

O dinheiro serve para muita coisa, para dar aquele conforto à família, para poder visitar os avós que estão longe, para preparar aquela festa de aniversário bonita para os filhos, para levar a família toda a viajar e a ter umas férias descansadas. Mas ainda assim, há coisas que o dinheiro simplesmente não compra.

 

O dinheiro é muito importante mas eu escolhia ter mais tempo, todos os dias, para poder aproveitar a maior dádiva de todos que é estar viva.

O meu Instagram de fotografia

Lembro-me de perfeitamente há uns anos, nas aulas de Fotojornalismo, dizer que não percebia nada de fotografia. 

Eu até gostava de tirar fotografias e o meu gosto por esta arte pode-se considerar genético, pois tenhos prateleiras e gavetas cheias de álbuns de fotografias, de viagens de férias, de momentos de rotina completamente banais.

Ainda assim, dizia que não sabia fotografar, que não precisava de comprar uma máquina profissional, que não gostava de fotografia.

 

Com o passar dos anos, continuava a manter a mesma opinião, mas com uma pequena alteração: eu já gostava de tirar fotografias mas só com o telemóvel. Com os novos telemóveis e as redes sociais, é tão fácil e prático tirar fotografias à comida (mania parva, eu sei), aos amigos, à rua, ao rio, às festas, aos locais, ao tempo, a tudo. Comecei a gostar de captar momentos, para os poder guardar, não num álbum como antigamente, mas se calhar num álbum mais personalizado, mais meu, ou para poder partilhar com outras pessoas.

Até que no início deste ano de 2016, comecei a ver que muitas fotografias que tirava não iam parar ao Instagram. Eram fotos de que gostava, de vários sítios onde ia, mas que não sentia que deveria estar sempre a postar a mesma coisa ou o mesmo local, independemente de ter captado um detalhe que achasse interessante publicar.

 

Assim, decidi criar o ON THE WAVE, um Instagram público e pessoal com os meus "registos fotográficos". Estes registos são mais para mim do que para outras pessoas. O espaço não foi criado para mostrar alguma coisa, que tiro boas fotos. É apenas uma maneira que tenho de partilhar as fotos que vou tirando e também para mostrar um pouco de Portugal ao mundo - vejo imensos Instagram profissionais de fotografia e pouquíssimos mostram o nosso país que se deve dar a conhecer.

 

A fotografia não me é aquela paixão assoladora mas é algo que gosto de fazer. E ela é útil nem que seja para me levar da pessoa que eu-não-gosto-de-tirar-fotos para a pessoa talvez-compre-uma-máquina-melhor-porque-isto-até-é-giro.

 

Se tiverem interesse, visitem-no aqui e já agora, para quem também tira umas fotografias, partilhem nos comentários, quero conhecer o vosso trabalho :)

 

O meu primeiro salário

Vi uma colega de escola festejar o primeiro salário do irmão e lembrei-me que não festejei o meu.

A ideia do primeiro salário parece-me de facto importante. É aquele primeiro dinheiro que ganhamos com o nosso trabalho. Não é aquela mesada grande de quando chegamos à faculdade, não é aquela nota que os avós dão no Natal, não é aquele presente dos 18 anos adiantado para poder comprar a mota ou o carro. É aquele dinheiro que ganhámos porque tiramos parte do nosso tempo para fazer um serviço qualquer. E isso torna-nos mais reais, mais adultos, talvez?

 

Quanto entrei para a faculdade, sabia que queria gastar o meu primeiro dinheiro numa caixa de CDs da minha banda preferida, na altura avaliada em mais de 150 euros. Poderia ser apenas uma caixa de CDs mas como era bastante cara, para mim simbolizava que eu só iria conseguir adquiri-la quando tivesse o meu dinheiro.

Quando entrei para o mestrado, comecei também à procura de trabalho e uma colega de mestrado disse que tinha comprado uma pulseira para marcar esse feito importante na vida. Entre uma pulseira e uma caixa de CDs, a pulseira parecia que fazia mais sentido mas continuei com a minha ideia de ter a derradeira caixa, por aquilo que significava para mim.

 

Há mais de 18 meses atrás, quando realmente recebi o meu primeiro salário, não o gastei na caixa de CDs. Gastei-o em idas à praia, em almoços com os amigos, em jantares de aniversários, em experiências e viagens, e em cursos e eventos que quis ir.

Alguns meses depois, quando notei que já recebia o meu dinheiro, apercebi-me que a caixa de CDs não tinha sido comprada. E não fiquei triste nem chateada. A minha cabeça já não estava a pensar na caixa de CDs mas sim noutras coisas. 

Já tinha a percepção que prefiro investir o meu dinheiro em vez de gastá-lo; que prefiro comprar experiências a comprar coisas; que prefiro gastar o dinheiro não quando o tenho mas quando faz sentido gastá-lo.

 

Percebi com o meu primeiro dinheiro que é realmente importante ter uma relação saudável com o dinheiro. O dinheiro é um bem essencial à nossa vida, e cada vez mais as pessoas têm menos dinheiro do que aquele que necessitam. Mas também vejo muitos jovens que não fazem ideia o que realmente é o dinheiro e o poder que ele tem. Com o meu primeiro dinheiro, percebi a dificuldade que é ter custos fixos; o desafio que é ter um pouco que seja no final do mês; a noção de que poupar deverá ser mandatório mas é genericamente impossível.

Por isso, a maior lição que tive do meu primeiro salário é que o dinheiro é importante. Numa sociedade que nos faz gastar em coisas que não interessam, em cada vez mais materiais, o meu primeiro salário fez me ver o quão importante é ter dinheiro e o quão importante deve ser o nosso mindset de investir em vez de gastar. Vamos sempre ter de gastar dinheiro, mas que pelo menos seja em questões essenciais e não gastar só porque o vizinho tem, só porque o colega de trabalho também o faz, só porque todo o mundo diz para fazer.

Dinheiro é investir não gastar. E foi isso que aprendi com o primeiro, o segundo e o terceiro dinheiro. E é uma lição que valerá para toda a vida e que se deveria aprender, com ou sem primeiro salário.

 

Espero que a Uber ajude os Táxis

Quando foi a greve na segunda-feira passada, não sofri muito mas fui acompanhando as notícias, os vídeos nas redes sociais, alguns artigos com testemunhos de taxistas que se juntaram à manifestação, outros que ficaram em casa, ou até mesmo do rapaz que trabalha na Uber e o pai taxista diz para ele não apanhar táxis.

 

Quando ouvi uma conversa entre amigos na zona de restauração do centro comecial, comecei também a magicar sobre o assunto e só me lembro da história que me foi contada há semanas pela minha prima.

Um cliente precisava de ir ao Marquês para o Aeroporto e quando o taxista o deixou à porta do Aeroporto Humberto Delgado, ele disse ao taxista para ir para o outro aeroporto:

- Como assim o outro aeroporto? Este é o único aeroporto em Lisboa.

- Ah mas não pode ser este, porque quando vim para cá tive de atravessar duas pontes até chegar ao Centro.

Ou seja, um trajecto que deveria custar no máximo dos máximos 30 euros (e a média deve ser 20) custou 70 euros a um estrangeiro que não fazia ideia do serviço que estava a receber. Pode ser bom o serviço, mas o bom serviço passa sempre pela honestidade, na minha opinião.

 

E histórias como estas já todos nós ouvimos. Parece que cada lisboeta pode contar dezenas delas, em que 1 a cada dez é uma história boa de um dia que fomos num táxi e a viagem foi muito boa. Para mim, felizmente, tive 9 boas viagens e uma menos boa, por isso posso falar de sorte de ter apanhado sempre bons profissionais.

 

A partir desta história, vejo a clara diferença e vantagem de um serviço como o da Uber.

Pelo que percebo da app, na Uber eu escolho o trajeto e já sei exactamente quanto custa. Num táxi, eu entro no carro digo para onde vou e ele lá sabe qual o "melhor" caminho. Mas imagine-se um turista, que não sabe nada sobre a geografia da capital e pede para ir a um sítio e depois é roubado em mais de 20 euros. Com a Uber, mal chegasse ao Aeroporto saberia quanto tempo demorava a viagem e quanto iria gastar.

 

É este o grande problema que os taxistas deveriam ter em conta, quando se nota que quando se manifestaram na segunda-feira passada o dia todo, mais de 80% dos lisboetas estavam descontentes com o serviço. Podem perceber os seus direitos de manifestação e da concorrência desleal, mas no final, dizem que quem tem de mudar é os taxistas.

 

O grande problema é realmente o serviço ao Cliente. Estou cada vez mais desperta ao Apoio ao Cliente que muitas empresas fazem, e acho que as empresas portuguesas ainda têm muito a aprender. E os taxis como empresa também.

Se entramos num táxi em que o profissional é mal humorado, leva a janela toda aberta numa noite fria de inverno, ouve música aos altos berros e ainda adora andar a 100km/h nas curvas, a única coisa como cliente que posso fazer é reclamar, pagar, sair do carro e jurar para mim mesma que nunca mais volto a usar um táxi. Até que a necessidade aparece e uso de novo o serviço e dessa vez a coisa até não corre mal.

Não estou a dizer que não é uma profissão com sérias dificuldades mas defendo que qualquer emprego dedicado ao atendimento ao público tem de ter a noção de que é o serviço prestado naquele momento, naquela viagem, que importa. E como não dá para avaliar o comportamento de nenhuma taxista - não há filmagens, nem colegas de trabalho a queixarem, e muito menos clientes a escrevem no livro de reclamações - as pessoas ficam cada vez mais descontentes com o serviço. Até que aparece uma nova solução com um modo de funcionamento diferente dos táxis e isso encanta as pessoas. E os taxistas acordaram para a vida e a frustração leva a episódios vistos nas redes sociais, de um carro da Uber a ser partido por vários taxistas em manifestação, com imagens de um carro a ser abalado quase ao ponto de se virar, com uma pessoa lá dentro (não vou comentar mais sobre isto).

 

Sei que o mundo não é perfeito e por isso acredito em equilíbrios. Para mim, tem de haver regulamentação dos dois lados, quer para as novas plataformas como a Uber e a Cabify, quer para os táxis. Tem de haver regras iguais para os dois (sou totalmente a favor da formação dos condutores da Uber para garantir a segurança da viagem aos clientes, como há nos táxis) e tem de haver uma primeira preocupação de prestar um bom serviço ao Cliente e para isso tem de haver mecanismos de reclamar quando o Cliente não está satisfeito.

 

É preciso mudar muitos comportamentos, tanto a nível da empresa que regula a actividade dos táxis como também a nível dos profissionais. E por isso espero mesmo que os acontecimentos da semana pensada ajudem principalmente os táxis. A Uber é uma start-up multinacional que tem o seu próprio plano de vendas, expansão e serviço ao cliente, não precisa da nossa ajuda.

Já os táxis, os nossos táxis, têm de reformular os seus comportamentos. Eu posso não precisar de um táxi mas quero ter a certeza de que posso recomendar táxis a pessoas e turistas e falar que o serviço é bom e seguro. 

 

Assim, espero que a Uber ajude os táxis. Espero mesmo que os táxis melhorem o seu serviço e os lisboetas voltem a usar táxis e que as histórias de café de táxis apavorosos diminuiam cada vez mais. Espero mesmo que sim.

Sete regras para a vida, segundo a Emma Watson

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Emma Watson é mais do que uma jovem mulher: é atriz, graduada da Universidade de Brown e embaixadora das Nações Unidas, em favor das mulheres e do feminismo. 

Ao lançar a sua campanha HeForShe em 2014, reforçando o papel que a comunidade masculina deve ter em defesa dos direitos universais e das mulheres, Emma tem feito vários discursos sobre a emancipação feminina, os direitos laborais, educacionais e sexuais como forma de despertar as consciências do mundo ocidental, africano e asiático para os abusos que mulheres em todo o mundo vivem.

 

Recentemente, Emma esteve no Canada, no One Young World summit, a falar da sua experiência como embaixadora da ONU, o sucesso da campanha e também as suas próprias considerações sobre a sua vida e a postura que como mulheres devemos adoptar.

Assim, a jovem atriz criou 7 regras para a sua vida que devemos seguir religiosamente para sermos mulheres confiantes, determinadas, livres e felizes.

Apesar de Emma ter dito que, a princípio, adoptar estes princípios "assustava-a" de morte, ela garante que é absolutamente necessário segui-los para ter a vida que sempre quis ter.

 

Aqui fica a lista:

1 - Estou disposta a ser vista;

2 - Estou disposta a falar;

3 - Estou disposta a continuar em frente;

4 - Estou disposta a ouvir o que outros têm a dizer;

5 - Estou disposta a continuar em frente, mesmo que sozinha;

6 - Estou disposta a ir para a cama todos os dias em paz comigo mesma;

7 - Estou disposta a ser a versão maior, melhor e mais poderosa de mim mesma.

 

Emma menciona que estas frases inspiradoras nem sempre são fáceis de aplicar no dia-a-dia, e que ela também falha muitas vezes em estar em paz consigo mesma. Mas ainda assim, sabe que se viver segundo estas verdades, irá viver de melhor maneira.

Às vezes os simples é o mais difícil de ser feito, que acham destas frases?

 

Os criativos não têm férias

Este verão - que parece que ainda não passou, que ainda dá para ir á praia - eu não tive grandes férias. Aliás, não tive mesmo férias. Fui apenas aproveitando os feriados e os fins de semana aqui e ali e chamei isso de férias. Mas uma semaninha, sem fazer nada, a ir à praia, a acordar tarde, a organizar a casa, a arrumar coisas, a ter todo o tempo do mundo para mim, isso eu realmente não tive.

 

Não tive porque ainda não podia segundo leis contratuais mas podia negociar com as minhas chefias poder tirar uns dias ou uma semana. Quando fui a pensar que poderia tirar uma semana de férias em pleno setembro ou outubro, fiquei toda contente porque ia ter tempo de ir ao ginásio, fazer aquele curso online que tanto queria, atualizar o blogue, tirar fotografias, pensar em novas coisas aqui para o espaço...

 

E comecei a ver que eu não queria mesmo ter férias. Quer dizer, eu gostava de ter férias em que vou para uma praia qualquer no Algarve, agarro num livro e fico lá até ao pôr-do-sol a ganhar uma corzinha e a respirar aquele cheiro a mar saboroso. Mas para quem é criativo, para quem gosta de criar, para quem está a desenvolver um negócio, para quem não pára de ter ideias e mais ideias, é impossível ter umas férias completamente desligadas do mundo.

 

Se o meu trabalho é escrever, mesmo que leia um jornal, uma revista ou um livro de ficção, vai haver sempre alguma frase, alguma expressão ou algum detalhe que me vai despertar a atenção e eu então vou querer escrever logo um post aqui. Se for passear a algum sítio novo, vou querer tirar imensas fotos para o meu Instagram de fotografia. Se leio alguma revista feminina, ou de desporto ou de negócios, começo logo a ter novas ideias de conteúdos, de eventos ou cursos para fazer.

 

Não dá. A minha mente não consegue parar de ter ideias. A minha mente não consegue descansar de querer criar milhares de coisas diferentes. A minha mente não consegue desligar do mundo e não pensar em vídeos, imagens, textos, frases, inspirações, tudo. (neste momento, já me lembrei de mais dois posts para escrever, por isso já estão a ver como é que isto funciona...)

 

É um trabalho chato ser-se criativo, ainda por cima quando é para nós próprios, porque só dependemos das nossas ideias e porque acabamos por ser um pouco perfeccionistas porque queremos sempre ser melhor que os posts anteriores. Contudo, não consigo ser de outra maneira, nem conseguiria ser feliz sem criar, sem compor, sem escrever. 

Os criativos podem até ter férias mas não são férias de desligar o botão - são mais umas férias de standby para descansar o corpo e "descansar" a mente e prepará-la para os projectos futuros. Em férias a minha mente corre um bocadinho mais devagar, mas não deixa de correr, sempre atrás do mais, do maior, e do melhor, porque nunca se sabe quando uma boa ideia aparece. 

Fica a dica #2

"Se há algo que aprendi na vida, é que às vezes os tempos mais difíceis são aqueles que nos levam aos melhores lugares.
Aprendi que as pessas tóxicas ensinam-nos as lições mais importantes; que as maiores dificuldades garantem-nos o crescimento que necessitamos; que as maiores perdas de amor e amizade podem dar lugar a pessoas maravilhosas que vamos conhecendo.
Aprendi que o que parece ser uma maldição no momento pode ser uma benção, e que o que parece ser o final da estrada é apenas a descoberta de um novo e melhor caminho a percorrer.
Aprendi que não interessa o quão difíceis as coisas parecem ser, existe sempre esperança.
E aprendi que não interessa o quão fracos nos sentimos e o quão horríveis podem ser as situações, não podemos desistir.
Temos de continuar.
Mesmo que seja assustador, mesmo quando já não temos forças, temos de nos levantar e seguir em frente, porque aquilo que estás a viver, neste momento, vai passar e tu vais ultrapassar tudo. Já chegaste até aqui e podes ultrapassar qualquer coisa que venha aí."

 

Danielle Koepke

 

5 sinais de que não foste feito para trabalhar para alguém

Quando se fala na onda do empreendedorismo, exalta-se sempre a liberdade de sermos o chefe, o patrão, de não termos de apresentar resultados a ninguém e de podermos tomar conta do nosso próprio negócio.

Contudo, começarmos o nosso próprio negócio pode ser aterrorizante, pois sair da zona de conforto e de um trabalho minimamente estável assusta-nos: e se não resultar? e se for só um sonho doido? estarei a arriscar demais? será esta a vida que quero para mim?

 

Muitas são as dúvidas que nos aparecem no início e por vezes encontramo-nos divididos entre as vantagens de ter um trabalho com alguns benefícios e a vontade de partir para a aventura e fazer aquilo de que realmente gostamos. E quando estamos divididos o que é que nos faz realmente acreditar que "fomos feitos" para trabalharmos por conta própria? Há alguma característica da nossa personalidade que faz com que não nos demos bem com estruturas hierárquicas ou trabalho de escritório?

 

Se queres saber se tens algum espírito empreendedor, o INC dá-te 5 sinais de como não foste feito para estar num escrítorio das 9 às 5:

Não te cansas

As pessoas que gostam de desafios, de novos projectos e de assuntos interessantes vão estar em constante luta com a sua empresa. As organizações têm hierarquias, regras e cargos que torna difícil para alguém que gosta de desafios conseguir ter mais desafios fora da sua função habitual.

Adoras projectos a longo prazo

Um grave problema que várias empresas enfrentam é como podem reter talento quando não existem desafios concretos para pessoas que queremos mais. Grandes profissionais procuram sempre sair da sua zona de conforto e alargar os seus conhecimentos e se uma empresa não lhe souber dar oportunidades para isso, eles sentem-se aborrecidos e saem.

És um criativo

Para mim, existem três tipos de pessoas: os que executam, os que gerem e os que têm ideias. Os indivíduos altamente criativos motivam-se todos os dias e procuram sempre ideias. O desafio é mesmo esse: como é que um talentoso indivíduo que procura novos desafios e novas ideias se consegue realizar num simples cargo com funções limitadas, a trabalhar das 9 às 5?

Tens talento

Acredito que cada pessoa tem um talento que se for descoberto e desenvolvido leva a uma carreira profissional mais cheia. Com a flexibilidade de horários de trabalho e o teletrabalho, muitas pessoas encontram a sua felicidade na sua própria carreira a terem os seus clientes e ideias. Se consigo fazê-lo sozinho, porque vou trabalhar para outras pessoas?

Queres governar o mundo

Não no sentido de que queres ser o rei do mundo, mas para quem tem uma ideia e quer agitar o mundo, deixar a sua marca na sociedade ou transformar algo, é geralmente uma pessoa com um grande espírito empreendedor. Pessoas como Tony Robbins, Gary Vaynerchuk e Sheryl Sandberg são indivíduos que não estão dentro dos padrões da sociedade e isso é que os torna originais, criativos e motivados a fazer mais e a deixar a diferença no mundo. Para ter essa vontade de crescer e contribuir para os outros, é preciso pensar fora da caixa - logo o cubículo com a secretária e o computador são uma limitação a esses sonhos.



Acreditas que és empreendedor? Pensa naquilo que gostarias de fazer e vê como podes trabalhar para concretizar esse sonho. A verdade é que não nascemos para fazer uma única coisa na vida e estamos sempre a tempo de mudar o nosso caminho - a vida é só uma e ainda por cima é minha, por isso só eu posso decidir o que quero fazer e ser.