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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Sinto-me normal

Imagine-se uma rotina normal:

Acordar às 7h da manhã, colocar o alarme para mais 5 minutos, sair da cama a contragosto, tomar um duche rápido, vestir, buscar o pequeno-almoço certamente para comer durante o caminho, lavar dentes, por maquilhagem, preparar a marmita e sair a correr para apanhar o autocarro ou o metro. Estar a caminho, colocar os phones, ouvir musica, ver uns vídeos, ver o feed do Instagram, chegar ao trabalho, ligar o chat do Facebook, ligar o email, responder a emails, fazer uns telefonemas, o chefe chega, falar com o chefe, ir para uma reunião, sair da reunião tarde, ir almoçar com os colegas, sair para ir tomar o cafezinho, voltar para a secretária, mandar emails, responder a emails, falar com aquela pessoa, desenhar aquele relatório, ser interrompido por um assunto urgente, acabar o relatório, ser hora de saída, ficar mais 20 minutos. Passar pelo supermercado, comprar o jantar, chegar a casa, arrumar as compras, fazer o jantar, preparar o almoço do dia seguinte, comer o jantar, sentar no sofá, ligar aos pais, ao namorado, aos amigos, ligar a televisão, ver um bocado das notícias, fazer 20 minutos de zapping a passar canal a canal, ver uma série, desligar a televisão, ir à casa de banho, lavar os dentes, preparar o próximo, vestir o pijama, meter uns cremes na cara, ler umas páginas de um livro, mexer uma última vez no telemóvel e ir dormir, pois é meia-noite e amanhã é só terça-feira.

Se fosse sexta-feira, ainda há um ou outro jantar de aniversário a ir, combinar ir beber um copo com os amigos, almoçar com os pais ao sábado, talvez ir correr um bocadinho no parque, tudo programazinhos que mesmo assim não ofuscam aquela sensação de ter uma vida normal.

 

É, parece que às vezes levo uma vida normal. A vida normal é melhor que a vida a sobreviver. Mas parece-me que não é vida. Não é uma vida com gosto, com prazer, com desafios, com oportunidades, com aquela stress de crescimento, sem aquela adrenalina de fazer coisas novas, sem aquela certeza de que estamos a caminhar.

Às vezes caio nesta rotina, na rotina de uma vida parada, sem sal, com os mesmos comportamento todos os dias. Sei que é mais fácil, ter tudo organizado e sempre o mesmo; dá jeito ter uma vida normal, pois é melhor do que muitas vezes que andam por aí.

 

MAS SERÁ QUE CHEGA?

 

Para mim, não. Eu quero mais. E o mais não quer dizer posses, como carros, casas, jactos, barcos. Ter uma vida diferente da normal é ter uma vida com mais mas com menos posses, com mais tempo, felicidade, confiança. Ter uma vida mais que normal é ter gosto e prazer de realmente se estar a viver. Quando me apercebo que estou na vida normal, é porque ja faço tudo, por fazer, e esqueço-me que nada está a contribuir para a minha felicidade, para o meu crescimento, para o meu prazer de viver e gozar a vida. Há dias em que me sinto apenas normal em vez de determinada, confiante, com garra.

 

Se alguma vez te sentiste assim, ou se te sentes assim todos os dias, PÁRA. Pára para pensar em ti, no queres, o que queres para a tua vida, o que estás a fazer a ti, aos teus, ao teu trabalho, à tua realidade. Ter uma vida normal é fácil, é bom, é confortável, mas não passa daí. É uma vida que não me interessa porque não tem interesse. Não chegar ao bom e querer ficar lá porque é bom. É querer ser melhor.

 

Porque a vida é para ser melhor que o dia anterior e não para ser boa todos os dias.

Para as gerentes de mulheres

Jason Shen é Gerente de Produto da Etsy, um mercado online para artistas comprarem e venderem produtos artesanais. A empresa está avaliada em mais de 100 milhões de dólares, por isso é natural contar com uma equipa de dezenas de colaboradores profissionais e experientes, homens e mulheres, de várias faixas etárias.

Recentemente, Shen fez uma carta aberta para todos os gerentes que têm mulheres a trabalharem na sua equipa.

A carta aberta é um contributo à discussão de que muitas mulheres trabalham tanto como os seus pares masculinos mas recebem menos atenção, menos promoção, menos feedback positivo que os seus pares - simplesmente porque são...mulheres?

 

Aqui fica a tradução da carta para pensarem sobre o assunto:

 

Caro gerente,

Precisamos de falar sobre ELA. Provavelmente sabes quem é. Aquela analista, designer, escritora, engenheira que tem estado na tua empresa talvez um ou dois anos e já faz muito para lá das suas funções, do seu cargo e do seu salário. Ou talvez nem saibas quem é, porque ela é aquela trabalhadora que faz tudo dentro dos prazos, sem drama.

Apesar das contribuições fantástica desta mulher, não a promoveste nem lhe aumentaste o salário - não é justo e tu sabe-lo.

Talvez ela esteja simplesmente à espera da sua vez, ou está a melhorar as suas soft skills e está a trabalhar com outros ou talvez precise de mais experiência. Mas nenhuma destas coisas se aplicou aos jovens homens que promoveste rapidamente dentro da tua empresa. Aparentemente, eles não foram limitados por questões como "só há promoções a cada 3 anos" ou "se eu a promover, o outro fica chateado".

Como gerente, estás sempre a motivar os teus colaboradores e a seres o seu mentor para poderem crescer, mas quando chega ao momento, dás-lhe sempre o trabalho mais chato, dizes-lhe que "a promoção fica para a próxima", e decides o plano que ela te iria mostrar numa reunião sem a sua presença, porque assim ela não poderia fazer um drama de não ser valorizada pelo seu trabalho.

Talvez até aches que ela nem se importa e que vai continuar a fazer o trabalho dela bem. Mas achas mesmo que não há nenhum ressentimento? Não é mais uma desilusão a juntar a outras desilusões por ela trabalhar numa empresa rodeada de homens que simplesmente a vêem como um pedaço de carne e mandam esta ou aquela piada?

E não te enganes porque ela está a crescer por si: ela está a tirar cursos fora do trabalho, até tu podes saber que ela tem outras coisas, mas ela paga-los do bolso dela. Tem projectos para desenvolver outras competências e neles está a aprender a liderar e a gerir, porque na empresa onde trabalho das 9 às 5 não tem essas oportunidades. Ela está a fazer amigos e a expandir a sua rede de contactos, ela tem amigos que lhe mostram o que ela poderia fazer se recebesse mais 20% ou 30% do que ganha a trabalhar para ti.

Contudo, não é tarde demais. Ainda podes mudar isto mas tens de ser rápido. Apoia as decisões dela quando são as correctas, mesmo que sejam desconfortáveis. Apresenta-la às tuas chefias e mostra-lhes o trabalho dela. Dá-lhe um desafio real e a autoridade e espaço para operar como ela desejar. Mostra-lhe como pode fazer melhor quando ela erra em vez de simplesmente ficares chateado com isso. E realmente paga-lhe o que ela merece, incluindo o cargo à altura. Porque ela cresceu mais em seis meses do que muita gente cresceu em seis anos.

Faz isto e ela vai-te respeitar e vai querer continuar a trabalhar para ti. A sua dedicação e ingenuidade vão-te dar dividendos para o teu produto e equipa - ela vai ser uma estrela para a tua administração e para os teus clientes.

Se não o fizeres ela vai-se embora, provavelmente para um projecto que mesmo que não acabe bem, pelo menos era dela. Ela irá para um melhor cargo noutra empresa, onde ela espera ter um gerente que aprecie o seu trabalho - ou talvez ela lance a sua própria empresa. E nessa altura quando ela quiser ir embora, vais ter de escrever que funções ela desempenhou, vais perceber que ela fazia o trabalho de três pessoas e vais passar seis meses a entrevistar pessoas na esperança de encontrar alguém tão bom quanto ela - e vais perceber que ninguém quer esse trabalho pelo salário que lhe pagavas. E mesmo que encontres um substituto, vais demorar meses até o colocares ao corrente da situação e vais rezar mil vezes para que ele seja tão bom e dedicado quanto ela.

Este "pesadelo" ainda não aconteceu e pode nem sequer acontecer. Porque ainda vais a tempo. De fazer as coisas certas. Por isso, faz o que é certo.


Esta carta foi feita em colaboração com algumas mulheres, a quem Jason Shen pediu conselhos. Contudo, não lhes pagou nada e foi chamado à atenção, pelo que o mesmo referiu que estava a escrever um artigo para mulheres e não estava a ajudar muito à situação. Desculpas aceites, este fica como um dos melhores artigos que já li este ano - e que é sem dúvida bastante motivador não só para mulheres mas também todos os indivíduos que trabalham para ter sucesso, todos os dias.

Sobre o concurso dos Blogs do Ano

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Já que isto é um blogue gostava de debater um bocado esta questão da blogesfera.

Foi lançado há um par de meses o Prémios Blogs do Ano, uma iniciativa da Media Capital para premiar os melhores blogues do ano. A competição está aberta a todo o Portugal apenas para blogues com mais de um ano de idade. Foi mesmo este último critério que fez com que o Erre Grande não ficasse inscrito. E sinceramente digo que a primeira impressão foi não considerar o evento "como algo sério", mas vistas bem as coisas, inscrevia-me à mesma, porque mal não haveria de fazer e poderia até ter alguma exposição.

 

Esta semana sairam os resultados dos finalistas que em diferentes categorias são agora postos a votos pelo público. Percebi que a ideia de exposição fica muito limitada e é aqui que fico de pé atrás e não sei bem o que pensar sobre estes concursos, a blogsfera, o blogging como profissão e outras questões que muitos que escrevem ou se consideram bloggers já devem ter pensado de certeza.

 

Quando olho para a lista de finalistas, percebo que todos os blogs nomeados são blogs muito conhecidos pelo público. São blogs com uma marca reconhecível, blogs com verdadeiras estruturas montadas e com uma base de fãs sólida que foi sendo construída ao longo do tempo - de facto, posso concluir com a excepção de alguns que são blogs ditos profissionais, em que os blogers trabalham naquilo a tempo inteiro como se fosse a sua profissão.

E é nestas coisas que começo a pensar: então faz-se uma competição só para nomear os blogs que já todos conhecemos? Não sei se se podem chamar blogs do ano, se já têm mostrado um trabalho sólido ano após ano. Contudo, também acho que deve ser premiado o profissionalismo, a dedicação, o investimento e a qualidade do seu conteúdo. E, claro, tudo aquilo que se faz bem em Portual deve ser reconhecido e os blogs finalistas são exemplo disso mesmo.

 

Mas depois há sempre o outro lado deste tipo de competições, porque não estamos já a destacar aqueles que já estão mais à frente na maratona? Claro que devem ser destacados mas não acaba por ser um pouco óbvio? É uma competição para se premiar o melhor que se faz a Portugal ou também dar a conhecer outras alternativas? Penso que é a primeira edição de alguma coisa feita nesta natureza e por isso, a primeira edição acaba sempre por valorizar os melhores dos melhores e os mais conhecidos. Será que nas próximas edições, haverá mais espaço para novas sugestões e outras publicações?

 

Quando penso neste prisma, vem-me à cabeça o separador do Destaques, no Sapo Blogs. Acho que faz muito mais sentido. Como acompanho a rubrica, percebo que são destacados posts de diferentes blogs todos os dias. Alguns blogs que já conhecemos e que sabemos que têm destaque no Sapo vão aparecendo semana sim semana não, o que mostra que há também aqui uma valorização de blogs que já levam mais anos e experiência disto. Mas mesmo assim, acho que prefiro este conceito, porque dá sempre para conhecer novos posts, novos blogues, novos temas e novas personalidades. Lembro-me bem do Erre Grande ter apenas alguns dias e ter um post destacado - assim, há oportunidade de um blogue recém criado ou um blogue já crescido ser destacado de igual forma, mesmo estando dependente de um critério de selecção de uma equipa que trabalha para o Sapo.

 

Mais do que criar uma "gala" de prémios para aquilo que se faz de melhor no bloging nacional, acho que se deve dar também voz a outras vozes, de pessoas que também levam muitos anos disto, que investem parte do seu tempo simplesmente porque gostam de escrever - mas aí fico outra vez à nora...porque os profissionais que também investem tempo e recursos e que levam disto vida também devem ser destacados, certo? Mas devem ser mais destacados do que outros que também dão todo o tempo que não têm para construir um espaço com conteúdo que deixa as pessoas entretidas ou divertidas? 

 

Acho que quando se trata de atribuição de prémios, tanto como nos Emmy que foram este fim-de-semana, há sempre esta espada de dois gumes: de um lado aqueles que fazem um bom trabalho e devem ser reconhecidos por o fazerem com qualidade e há vários anos; e do outro lado, aqueles que também são profissionais, e fazem-no de coração, ainda que o mercado não lhes reconheça em termos monetários a mesma importância.

 

Por isso pergunto à blogsesfera: que têm a dizer de vossa justiça?

Ter a solução ou encontrar a solução?

A vida seria tão bonita, tão suave, tão calma se não existe uma coisa péssima - um problema.

Verdade seja dita, todas pessoas que têm um emprego estão de certa forma a resolver problemas: quer seja a fazer amostras de produtos, contactos comerciais, organizar contas, a fazer suporte da equipa técnica, todos nós temos o papel de resolver um problema, arranjar uma solução.

 

Isto dos problemas e das soluções já vem desde a escola, pois desde pequeninos que somos incentivos a pensar em laranjas e pêras e triângulos e rectângulos. Os problemas nos livros de matemática passam para a vida real, quando temos de negociar com um cliente, vender um projecto ou até arranjar um cano partido.

 

Pronto é isso, quando há um problema, temos de por em prática uma solução - mas onde é que vou arranjar essa solução?

 

Se na escola quando aprendemos a somar e a subtrair, olhamos para um problema e já sabemos o que fazer, na vida real as competências pedidas para resolver certos problemas vão para além do mais e do menos. É preciso conhecimento técnico ou uma skill específica e muito do nosso "problema" vem quando recebemos aquele email com o tal problema mas não sabemos como solucioná-lo. É preciso fazer o quê? É para eu resolver? É para o gajo da informática resolver? Como é que ele vai resolver isto? Isto dá para resolver? Será que dá para resolver isso hoje?

Pois, já estão a ver o filme, isto tudo porque bem sabemos que a maioria do stress que temos diariamente não é tanto com os problemas mas com as soluções.

Contudo, penso que encontrei a solução para o problema de não saber as soluções que resolvem os problemas (entenderam?).

 

Recentemente vi o filme Em Busca da Felicidade, com o Will Smith, em que numa cena de entrevista de emprego, a personagem, mal vestida, sem grandes competências e a ver que as coisas não estavam a correr bem para o seu lado, deixa uma última impressão que deve ser utilizada por todos nós no dia-a-dia:

 

Posso dizer algo? Eu sou o tipo de pessoa que se me perguntares algo e eu não sei a resposta, eu vou dizer-te que não sei. Mas eu prometo que eu sei como encontrar a resposta e eu vou encontrá-la.

 

Parece fácil, ou não? Se não sabemos uma solução para um problema, arranjamo-la! O bom profissional não é aquele que tem todas as respotas, mas sim aquele que as sabe encontrar. Porque ter conhecimento é uma coisa, mas saber como ter conhecimento é outra.

"Não quero, é difícil"

Já notaram na palavra difícil?


Claro que já notaram, parece que todos os dias a dizemos. A vida é difícil, pagar impostos é difícil, correr é difícil, emagrecer é difícil, deixar de fumar é difícil, andar a pé é difícil, trabalhar é difícil, acordar cedo é difícil...

Parece que não há nada que seja fácil ou simples na vida, pois tudo exige um esforço brutal!

Sim, há realmente coisas difíceis na vida. Mas não podemos utilizar a desculpa do "é difícil" para não fazermos nada do que queremos.

 

Se queremos ter algo que nunca tivémos, temos de fazer algo que nunca fizémos.

 

É tão simples quanto isto. É suposto ser difícil. Se algo nos tira da zona de conforto óbvio que no início parece difícil mas se calhar não é! Quando vemos um obstáculo à nossa frente, não voltamos atrás: encontramos uma forma de ultrapassar o obstáculo, arranjamos soluções . Usamos a expressão "é difícil" como desculpa para nem sequer tentámos. Usamos como desculpa porque não chegámos lá porque tentámos uma semana e não resultou.

Sim, há coisas difíceis. Sim, há obstáculos e desafios. Sim, nem tudo é simples. Sim, há coisas mais fáceis que outras.

Mas antes de dizermos que é difícil, primeiro devemos experimentar e perceber como as coisas funcionam. Primeiro temos de sair da zona de conforto, fazer as coisas passo a passo e depois é que olhando para trás podemos dizer se foi difícil ou não. Tudo o que é novo é difícil porque não estamos habituados! Mas depois de ultrapassarmos essa etapa, as coisas não se tornam mais fáceis?

 

O "ser difícil" é estar numa situação temporária, para nos tornarmos mais forte, passarmos à frente e tornar o difícil em fácil.

20 verdades para os putos de 20 anos

Todos os dias leio artigos para cultivar o meu conhecimento sobre a indústria do empreendedorismo. São diversos os websites que gosto de ler, como o Success, o Business Insider e o Inc.

No mês passado, num modo férias mas à procura de mais ideias para fomentar este espaço, deparei-me com um artigo no Inc com o título 20 VERDADES BRUTAIS QUE TODOS OS JOVENS COM 20 ANOS PRECISAM DE OUVIR. O título era apelativo, para dizer no mínimo, e o subtítulo nem deixava explicar o que se poderia ler, pois atacava logo com um "verdade número 1: ninguém se importa".

E em pequenas palavras percebi a verdade de muita coisa que muitos jovens, na casa dos 20 anos, experienciam. Com a entrada no mercado de trabalho, o primeiro ordenado, os primeiros desempregos, os primeiros colegas, o novo carro, a mudança de casa, todas estas etapas nos levam a pensar como é que realmente vamos iniciar esta nova etapa da nossa vida que é ser adulto.

 

Já levo quatro anos disto e já aprendi muita coisa, mas também sei que há muitas dúvidas que tenho que me deixam ansiosa sobre o futuro. E quando não sabemos nada, há sempre estes artigos que nos ajudam a pensar um bocado sobre as coisas.

 

Aqui vão elas, essas verdades:

1. Ninguém se importa: se estás mal, se não estás bem, se vais à casa de banho, ninguém se importa. Tens amigos e família que gostam de ti, é certo, mas todos nós temos a nossa vida e por isso, ninguém vai andar preocupado com a tua.

2. "Se chegaste a horas, estás atrasado": tens de chegar mais cedo, porque quem chega mais cedo, pode-se preparar. Por isso, não é chegar a horas, é chegar cedo.

3. Não tens nada a provar: não tentes achar que sabes alguma coisa. Tens apenas 20 anos, não sabes nada. Não enchas o peito à frente dos outros, admite a tua falta de experiência e mostra a tua vontade de aprender e isso vai-te abrir muitas portas.

4. Ler é extremamente importate: ler é conhecimento, ler é saber mais, ler é aprender.

5. És o reflexo das cinco pessoas com quem passas mais tempo: Jim Rohn tem a frase mais célebre sobre o poder da influência que os nossos amigos têm na nossa maneira de estar e ver a vida. Se os teus amigos são positivos, tu vês a vida melhor. Se forem negativos, vês a vida pior. Escolhe-os bem.

6. És o teu maior asset: estás nos teus 20 anos e é a altura perfeita para investires em ti próprio. Vai tirar um curso em vez de estares no Instagram; vai ao ginásio em vês de te embebedares todos os fins-de-semana. Boas escolhas criam bons futuros.

7. Controla o teu dinheiro: os 20 anos são o primeiro passo para a independência financeira (será uma miragem?) e por isso há que ter noção do que se ganha e do que se gasta. Será que precisas de um apartamento caro? Um carro simples não é prático para o teu dia-a-dia? Gasta no necessário e poupa para a tua educação.

8. Não procures sucesso: se a tua felicidade é aquele emprego, aquela promoção, aquele projecto, esquece. Quando conseguires aquela promoção, vais querer outra coisa e vais-te sentir infeliz à mesma. Quando aquele projecto acabar, vais querer outro e vais procurar mais. Procura aquilo que realmente te realiza.

9. Não existe falhanços: o acto de falhar é um reflexo das nossas expectativas. Se não as tiveres, não tens falhanços, simples. Não tenhas muitas expectativas, encara o falhanço como uma lição. Fizeste, erraste, continua em frente.

10. Os teus contactos são ouro: todas as pessoas que tu conheces são portas para novas oportunidades e dão te acesso a vários sítios ou pessoas. Investir na tua rede de contactos é tão proveitoso como investir em ti próprio.

11. Tu determinas o teu próprio sucesso: muitos de nós acreditam que a vida segue um caminho linear, em que estudamos, tiramos um curso, entramos numa empresa, ficamos lá vários anos e vamos subindo na carreira até nos tornarmos presidentes ou gestores - e esta ideia é completamente falsa pois não é para todos. O teu caminho não é linear e és tu que o tens de construir e podes mudar de direcção quando quiseres.

12. Pratica - e muito: se queres ser o melhor, tens de agir e praticar. Podes ler muita coisa e falar com muitas pessoas, mas se não praticares, nada consegues.

13. Nem toda a gente é tua amiga: quando somos crianças, todas as pessoas com quem falamos são nossos amigos. E em adultos até podemos ter os amigos do trabalho ou os amigos do ginásio. Mas quantos mais anos passam, mais percebes que tens muito poucos amigos que realmente gostam de ti e te motivam a seguir o caminho que escolheste.

14. Não vais viver para sempre: a verdade que pensamos em adolescentes, que vivemos para sempre, é mentira. Não vais ter 20 anos para sempre. Lembra-te disto e percebe o que realmente queres fazer da vida.

15. Sê vulnerável: numa sociedade em que exaltamos as figuras perfeitas de celebridades e falamos mal quando alguém comete algum erro, a vulnerabilidade não abunda em muito sítio. A vulnerabilidade não é ser fraco, mas mostrar que uma parte da essência humana é errar. E ser humilde torna-te mais verdadeiro.

16. "Ouvir é um presente que dás aos outros": "não estou a olhar mas tou-te a ouvir". Quem nunca disse estas palavras? Por vezes, estamos com alguém e estamos a ouvir, mas não estamos a ligar nada. Ouvir é respeitar o outro e dar-lhe importância e isso faz com que as pessoas gostem mais de ti.

17. A tua palavra é tudo: se prometes que vais fazer algo, faz. Fazer promessas e não cumprir é pior.

18. Vive o Agora: poderia fazer todo um romance sobre a importância do presente mas há um ditado português que resume bem esta ideia - não deixes para amanhã aquilo que podes fazer hoje. Simples.

19. És o teu pior inimigo: Tudo o que conseguimos na vida vem da nossa capacidade de pensar que conseguirmos fazer ou não. Se pensarmos positivamente, somos o nosso maior fã; se pensarmos negativamente, somos o nosso pior inimigo. Escolhe bem a pessoa que queres ser para ti.

20. Mais é melhor: faz aquilo de que gostas, e fá-lo todos os dias. Para seres grande e melhor, deves fazer pequenas coisas, mas todos os dias. A persistência e a consistência criam grandes resultados.

 

Que outros conselhos podemos dar aos jovens?

Saí depois da hora: estou a trabalhar mais?

O debate sobre a produtividade, que se trabalharmos somos mais eficientes, começou no Erre no início do ano, com a questão da flexibilidade de horários.

 

Hoje ficamos a pensar: se estou a trabalhar mais horas, estou a produzir mais?

 

No ano passado, a Suécia anunciou que ia testar reduzir os horários de trabalho semanais para promover o equilíbrio entre a esfera pessoal e a profissional, de forma também a aumentar a produtividade.

Cá em Portugal, está estipulado as 40 horas semanas, com propostas para reduzir para 35 horas. Os horários de entrada e saída variam, com a média a ser entre 9h e as 18h. Contudo, a grande maioria das pessoas nunca sai à hora estabelecida, ficando sempre uns minutos ou até horas depois do trabalho.

 

Muitos dizem que ao trabalharmos mais horas, estamos a fazer mais, logo estamos a produzir mais. Mas para Alexandra Michel, as coisas podem não ser assim tão lineares.

Michel trabalhava na Goldman Sachs e é actualmente professora na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos; no início deste ano, contou à Business Insider aquilo que descobriu:

Nos estudos que encontrei, vi que em pelo menos dois bancos de investimento de grande renome, os colaboradores estavam a trabalhar cerca de 120 horas por semana, o que dá 17 horas por dia, sete dias por semana.

Esta rotina leva a que os colaboradores esqueçam-se da família e a da sua saúde. Pensava que isto poderia ser por pressão das chefias, mas as pessoas trabalham mais horas mesmo que os patrões não lhes digam nada - e estas pessoas sabem que trabalhar 16 ou 17 horas por dia não as vai tornar mais produtivas.

Penso que os indivíduos que trabalham mais não por uma questão de obrigação ou de procura de conhecimento. Acho que eles o fazem porque não conseguem conceber outra realidade. Não faz sentido trabalhar tantas horas por dia mas também não percebem como fazer de outra maneira.

 

O jornalista que escreveu o artigo reforça esta ideia, dizendo que não faz sentido trabalhar muitos horas só para mostrar trabalho - parece ser tudo uma questão social em que as pessoas têm a percepção de que se estamos a trabalhar mais tempo, estamos a trabalhar mais e melhor.

Aqui há uma clara diferença: trabalhar e produzir.

Uma coisa é trabalharmos mais horas sem fazermos nada. Outra coisa é trabalharmos mais horas e produzirmos. Será que em muitos casos, estamos a ficar mais tempo no trabalho não porque temos muita coisa para fazer mas sim porque não estamos a conseguir arranjar uma forma de sermos mais produtivos? Como é que é concebido um horário de trabalho de 8 horas se um colaborador não consegue fazer o seu trabalho diário e mais importante nessas horas?

Das duas umas: ou se aumenta o horário de trabalho e pagam-se essas horas (não concordo pois é pouco produtivo e cá em Portugal as horas extras pagas parecem ser uma miragem); ou então reduz-se o trabalho de cada colaborador, contratando mais ou delegando mais.

 

O que não pode acontecer é continuar a ver pessoas a trabalhar mais e a produzirem o mesmo ou menos: aqui há gato e o mercado e as empresas têm de perceber o que é e como resolvê-lo.

A vida é um plano com improvisos

Quando nos iniciamos na vida empreendedora, muitos nos dizem que não basta ter uma boa ideia: é necessário ter um plano de negócio.

Um plano de negócio, um plano de objectivos, uma organização de etapas, o que quer que seja, é um conjunto de acções que devemos tomar de forma sequencial que nos levam ao sucesso. Se eu fizer isto, e depois isto, que vai dar isto, e esperar por isto para depois fazer isto, então eu vou chegar àquela fase e ter sucesso.

E estes planos não começaram só na vida empreendedora, pois já sabemos desde os tempos de escola que precisamos de organizar os nossos trabalhos de casa, os nossos estudos, os nossos testes e que se fizermos todas essas tarefas, vamos ter boas notas e passar o ano.

 

E por isso escrevemos o nosso plano o mais detalhado possível, para sabermos todos os passinhos a tomar, para que não nos escape nenhum pormenor, entando preparados para o melhor e para o pior.

 

Mas a vida não é um negócio - ou melhor, a vida não pode ser planeada como um negócio.

 

Podemos ter um plano mas há muitos imprevistos que vão acontecendo. Um fornecedor que afinal não paga, um cliente que não paga a tempo para cobrirmos uma encomenda, um colaborador fulcral que abandona a empresa, as despesas fixas que aumentam num mês particularmente menos bom, um grande projecto que foi elaborado mas que não vai para a frente. Todos nós queremos planear a nossa vida de acordo com os nossos desejos mas nem sempre temos aquilo que queremos.

 

A vida está não é um caminho planeado, mas sim um caminho desenhado à medida que vamos caminhando. Temos um plano e um objectivo claros, mas vamos improvisando ao longo do tempo. Adaptamo-nos às circunstâncias, desviamo-nos dos obstáculos previstos e não previstos, arranjamos soluções para problemas que nem pensamos que poderam existir.

 

Sabemos para onde vamos e qual é o objectivo - e o caminho? Esse...bem, esse vamos percorrendo.

Fica a Dica #1

Rubrica Fica a Dica, truques simples, práticos e inspiradores para reflectirmos sobre o dia-a-dia:

 

Falha muito. Falha muitas vezes. Falha no amor. Falha no sexo. Falha a sociealizar. Falha a fazer amigos. Falha no trabalho. Falha no teu negócio. Falha com a família e falha com os amigos.

Falha. Mas falha rápido e aprende a lição.

Se não aprendeste nada com cada erro que fazes, então falhaste. Se aprendeste algo, então cresceste. Cada vez que crescemos e aprendemos e falhamos, tornamo-nos melhores a saber exactamente como ter sucesso.

 

Vejam o post original de ‪Nic Haralambous‬, no Medium.

Os jovens têm algo a provar?

Primeiro dia de Setembro, o mês do regresso ao trabalho, o mês do regresso às aulas, o mês do início de uma nova etapa para muitos jovens que saem das faculdades: o meu primeiro emprego.

Actualmente, o primeiro emprego é mais um primeiro estágio, uma primeira experiência profissional. Para quem nunca trabalhou na vida, ter 20 e poucos anos e enfrentar grandes coroporações, pequenas e médias empresas, fábricas, agências, lojas e outras entidades pode ser um quebra cabeças.

Como vou para a entrevista? Como me devo vestir? O que devo dizer? Devo sair a horas ou mais cedo? Tenho de saber tudo? Tenho de ser mais inteligente do que os outros? Tenho de levar fato? Posso usar calças de ganga à sexta-feira? Devo ser amigo dos meus colegas? Vou almoçar fora com eles?

Todas estas questões deixam um jovem em pânico. Nicolas Cole tem 26 anos e saiu de uma faculdade dos Estados Unidos há 3 anos. Quando saiu, não estava preparado e sentia que não tinha direcção. Contudo, três anos no mercado de trabalho ensinaram-lhe uma importante lição que ele sente que a faculdade e os professores lhe deviam ter ensinado.

 

O maior erro que eu vejo pessoas da minha idade cometer é pensarem que têm de provar algo. Ninguém nos diz isto na faculdade ou na escola. Nós somos ensinados que devemos provar que somos bons ou então ninguém nos quer. E este pensamento é falso. Sabes o que é que os líderes, as empresas e as grandes equipas querem? Eles querem pessoas que não têm de provar nada, que são curiosas e que só querem aprender e crescer. Eles querem pessoas menos focadas no conhecimento e mais focadas em realizar um bom trabalho.

 

 

Na escola somos ensinados a ser os melhores alunos, a tirar boas notas, a mostrar que sabemos factos e ideias. Na escola do mundo do trabalho, devemos ser ensinados a trabalharmos bem, a colaborarmos em equipa, a cumprirmos os nossos objectivos. Já como defendia Darwin, o melhor não é aquele que sabe mais, mas aquele que melhor se adapta aos tempos. Assim, os melhores profissionais não são aqueles que tiraram melhores notas mas aqueles que têm a capacidade de encontrar a solução para os seus problemas.

Por isso mais que saber saber, devemos saber fazer. Vamos voltar ao trabalho a querer SABER como FAZER as coisas?

Bom Setembro a começar no Erre!