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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

A minha felicidade e a felicidade dos outros

Há vários meses que sigo o Gary Vaynerchuck, um empreendedor que fez a sua fortuna a criar vídeos no Youtube para a empresa de vinhos do pai e agora lidera a sua própria agência de marketing digital.

A sua abordagem ao empreededorismo é muito franca e honesta: para seres bem sucedido, tem uma ideia, compromete-te com ela, faz o trabalho e não reclames, mesmo que seja difícil, pois foste tu que escolheste esse caminho.

A sua maneira de falar com as pessoas, uma maneira directa, mais agressiva, com uma mentalidade no-bullsh**, faz com que Gary Vee tenha alguns críticos, argumentando que ele não é assim tão bem sucedido para se tornar num "guru que diz a verdade às pessoas".

 

Eu sigo o Gary Vee porque gosto desta sua abordagem mais directa e franca. Motiva-me o facto de ele basear a sua postura na self-awareness ou no auto-conhecimento que uma pessoa tem de si própria. Há que sermos honestos com o que queremos, com o que somos, com o que desejamos, com o que queremos fazer nesta vida. Temos de realmente ter uma conversa franca com nós próprios para percebermos quais são os nossos sonhos, ambições, desejos, valores e o que estamos dispostos a fazer para os conseguir atingir. É neste diálogo interno que temos com nós próprios que está realmente a nossa felicidade.

Nos dos mais recentes artigos que escreveu no Medium, Gary Vee escreveu uma simples frase que resume o problema da felicidade das pessoas:

 

Too many people focus on other people’s happiness when they should be focusing on their own.

 

É aqui que está o verdadeiro problema. Muitas pessoas não se consideram felizes porque olham para outras pessoas e começam a comparar-se com outros: "já viste o carro daquele?", "ganda emprego que ela tem", "aquela nova casa do outro é fantástica, também gostava de ter aquele salário". Focamo-nos muito no que os outros têm, se eles são felizes com os salários, os empregos, os carros, as casas, os brinquedos que têm, que nos esquecemos completamente da nossa vida. Quando estamos a implementar um negócio pensamos sempre "o que é que os outros vão pensar de mim?", "será que ele vai achar interessante o meu negócio?", "será que a minha família ficará contente com a minha decisão?", "os meus amigos vão deixar de se dar comigo porque estou a desenvolver algo diferente?".

Em vez de agirmos porque queremos muito aquilo, pensamos sempre se os outros ficariam felizes ou descontentes com as nossas decisões. Se estamos a fazer algo que nos dá prazer e a nossa família e amigos são o nosso maior apoio, então eles vão certamente ficar felizes por nos ver felizes. Se nós somos felizes, os outros ficaram felizes por nós.

 

É tão simples este pensamento que devia ser claro para todas as pessoas no mundo: a felicidade não está no outro, na casa, no carro, no emprego, no salário, nas férias - a felicidade está em nós mesmos e na nossa definição do que é ter a vida perfeita. Por isso, a única forma de sermos felizes é focarmo-nos na nossa felicidade e não na nos outros, porque a felicidade está primeiramente na satisfação do que somos e do que queremos.

Felicidade no trabalho - o que é preciso?

A felicidade é o objectivo último: com dinheiro, amigos, família, casas, carros, comida, o que realmente se quer é ser feliz. E a felicidade passa pela nossa realização pessoal, com as relações que temos com as pessoas de que gostamos - estar mal com um amigo ou com um familiar causa-nos algum desconforto - e a nossa realização profissional, com todos os aspectos que um trabalho, ou a falta dele, comportam.

 

Para termos o trabalho ideal, o que valorizamos? Bons salários? Um plano de saúde? Um carro? Flexibilidade de horários? Máquina de café? Bom ambiente com os colegas?

Raj Raghunathan é um especialista em marketing e felicidade na Universidade de Austin, Texas, Estados Unidos. Ao perguntarem-lhe como é que se pode motivar os empregados a melhorarem o seu desempenho profissional, o professor foi claro na sua resposta ao Quartz.

 

Para motivarmos profissionais a fazerem melhor, temos de pensar no que precisamos como seres humanos. E precisamos de duas coisas: a sensação de que estamos a crescer e a atitude de abundância.

 

Segundo Raghunathan, as pessoas precisam de sentir que estão a crescer e a aprender coisas novas, quer seja em masterizar as suas competências chave, a integrar-se na cultura e ambiente da empresa ou a ganhar mais independência na realização das suas tarefas diárias. Quanto à atitude de abundância, o professor aconselha as empresas a procurarem motivarem os seus colaboradores a querer mais, fazer mais, para crescerem mais profissionalmente.

 

Assim, um emprego ideal seria um trabalho em que sentimos que estamos a crescer e a tornarmo-nos profissionais, um trabalho em que trabalhamos em equipa e sentimos que pertencemos lá, um trabalho que nos dê objectivos muitos específicos a atingir mas que nos dê a liberdade de percorrermos esse caminho como queremos.

 

A mim, parece-me uma boa definição do emprego ideal. Para saber se está bem no seu emprego ou não, recorde este post no Erre sobre a felicidade nas empresas.

Histórias de Sucesso #2 - The Blonde Salad

Chiara Ferragni é a blogger mais bem paga do mundo. A Blonde Salad começou por ser um blogue de moda em 2009, quando ainda não se percebia muito bem como era possível ganhar dinheiro tirando fotos de roupa. Quase dez anos depois, a blogger viu o seu negócio crescer e passou a ter de contar com uma equipa para coordenar posts sobre moda e lifestyle. Tem a sua marca de sapatos, aparece na capa das principais revistas de moda e factura mais de 10 milhões de euros por ano.

 

Ferragni era estudante de Direito na Universidade de Bocconi, em Milão. O interesse pela moda vem desde pequena mas nunca foi pensado como algo para fazer como carreira. Foi neste contexto que sentiu a necessidade de não só partilhar fotografias de que gostava, mas sim criar o seu próprio estilo. Sete anos depois, a salada loura - uma referência à mistura de interesses da italiana de gema - tem 600 mil novas visitas e 6 milhões de visualizações todos os meses. Já nas redes sociais, os números são ainda mais interessantes, com mais 6 milhões de seguidores no Instagram, com fotos acima dos 50 mil likes. Foram exactamente estes últimos números que fizeram de Ferragni a estrela da nova vaga de blogues da moda, que capitalizam o seu sucesso com patrocínios de grandes marcas, que apareceram quatro meses depois da italiana lançar o seu blogue com looks simples e peças acessíveis à maioria da população.

 

Apesar do seu sucesso estratosférico, Ferragni sabe que o sucesso não é repentino, mas sim fruto de anos e anos de trabalho a criar o melhor conteúdo para o seu público. Ferragni liderou a massificação dos blogues, a relação com as marcas e a publicidade paga - contudo, também teve de escalar a escada do sucesso, estando sempre ciente de que o mais importante era o seu trabalho.

Aqui fica o seu conselho para todos os empreendedores:

"Não faças tudo rápido. Sê paciente. Se algo está destinado a acontecer, então vai acontecer. Cada vez que tentei forçar as coisas, não corria bem. Além disso, encontra a tua voz única. Tens de estar confiante de que a tua história é diferente da história de outras pessoas."

 

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O que podemos aprender com a Selecção

Domingo dia 10 de julho de 2016 foi um dia história para este pequeno país do sul da Europa: Portugal ganhou o Euro 2016, uma vitória que sabe a muito para um país que vibra com o futebol mas que ganha pouco. Ontem ganhámos em grande e foi uma vitória que soube muito bem, depois de os útlimos anos termos chegado ao desespero com as dificuldades económicas, políticas e sociais que desmoralizaram o país.

 

Com esta vitória no campo desportivo que incendeia um país inteiro de alegria, vamos ver que lições podemos tirar da Selecção portuguesa e do seu percurso neste campeonato europeu.

 

A fé tem de estar lá

Fernando Santos, Cristiano Ronaldo, Quaresma: várias foram as personalidade que falaram sobre a fé que tinham de que a taça seria para Portugal. A fé, aquela crença inabalável que não cai mesmo nas maiores dificuldades, é uma força inexplicável que inspira-nos a lutar e a persistir pelos nossos sonhos. A fé inspirou os atletas a jogar até ao fim da corrida e sairam de lá com o maior prémio.

 

Nada se faz sem trabalho

Trabalho, trabalho, trabalho. A obra portuguesa não foi feita com apenas alguns meses de trabalho. Foram anos e anos de preparação da equipa, do apoio técnico, da federação. Toda esta preparação vem muito antes de 2004, mas podemos ver que em 12 anos muito foi feito para criar um grupo dinâmico e coeso que trabalha em equipa e em sintonia.

 

Juntos somos fortes

Separados cairemos, unidos venceremos.

Por mais que se diga que pode haver um jogador melhor que todos os outros e que carrega a equipa às costas, Portugal provou que é uma equipa, um colectivo de 11 jogadores em campo que trabalham em conjunto para atingir um objectivo em comum. Não é só o melhor do mundo que marca, há uma equipa defensiva que ofende o adversário para ele não passar, há um guarda-redes que guarda a sua posição sem ter medo de nada, há jogadores a meio campo e nas alas que passam a bola para que os colegas lá à frente tenham a oportunidade de fazer história. Com a mentalidade certa e com 11 cabeças a trabalhar para o mesmo, o resultado é um colectivo a ir para a frente.

 

Não há impossíveis

Perder o maior marcador e o melhor jogador do mundo aos 30 minutos numa final de uma taça europeia poderia levar ao desespero de muitos. Os jogadores poderão ter chegado ao balneário sem qualquer esperança de trazer o título para casa pois sem uma peça essencial como podem ganhar o jogo? Contudo, o futebol é feito de 11 jogadores e não só de um e por isso foi o excelente trabalho de equipa, a união do grupo e a motivação da equipa técnica e de milhões de portugueses que deu a maior motivação para a selecção lutar até aos minutos finais.

 

É preciso um líder

Fernando Santos é um líder incontestável que lidera pelo exemplo e pelo respeito. O seleccionador teve a postura de um líder com um objectivo claro e uma estratégia para lá chegar, estratégia essa que utilizava todos os recursos que tinha disponíveis, não faltando a nenhum jogador um objectivo claro e específico de como deveria jogar em campo e em sintonia com os colegas. Já Cristiano Ronaldo continuou a ser capitão mesmo fora das quatro linhas. Sofreu tanto quanto os seus colegas em campo e motivou-os como se estivesse a jogar com eles. Não parou de os abraçar, de os encorajar, de querer passar-lhes energia positiva e foco para que pudesse fazer por ele aquilo que ele não ia conseguir fazer - e depois celebrou a vitória com os seus colegas, porque mesmo tendo "ficado para trás", ele próprio continuou a seguir a sua equipa e a sua equipa puxou-o para ele os poder acompanhar.

 

Para além da celebração de um título muito importante no futebol, devemos olhar bem para o percurso da Selecção portuguesa e perceber como também podemos alcançar os nossos objectivos: ter uma grande fé de que vamos conseguir, trabalhar em equipa, estarmos focados no objectivo, ultrapassar os obstáculos, nunca desistir e quando lá chegarmos, celebrarmos a nossa vitória porque todo o trabalho duro merece uma festa em grande.

 

Há profissões proibidas para as mulheres?

As mulheres estão definitivamente no mercado de trabalho há mais de 100 anos. Na altura da Primeira Guerra Mundial, os homens foram combater nas trincheiras e as mulheres começaram a ocupar os seus cargos e a ganhar mais relevo no mercado de trabalho.

Actualmente, já não me passa pela cabeça que as mulheres estejam impedidas de fazer o que seja, e por isso, choca-me quando vejo em alguns países em desenvolvimento proibirem raparigas de ir à escola, pois na minha realidade, uma mulher é capaz de fazer tudo aquilo que ela desejar e não há nenhuma profissão que lhe esteja vedada, por mais "masculinizada" possa parecer.

 

Contudo, o E-Konomista alertou-me para o facto de em alguns países ser MESMO PROIBIDO a mulheres terem determinadas profissões.

Por exemplo, em França, uma mulher não pode carregar pesos acima dos 25kg e no Dubai as mulheres não podem servir às mesas devido ao assédio que recebem dos clientes.

A lista ainda refere muitas profissões vedadas às mulheres muito por questões culturais, que defendem que uma senhora não pode ter certo tipo de funções pois é imoral.

De facto, posso entender um pouco de questões culturais mas elas não podem ultrapassar os direitos humanos - e a mulher como um ser humano e um ser social dotado de todas as capacidades cognitivas que a espécie humana tem, não devem ser impedidas de nada. Muito menos de poderem trabalhar onde quiserem e como quiserem. 

A evolução da sociedade é feita aos poucos e no último milénio temos visto uma evolução a ocorrer quase à velocidade da luz. E por isso só posso esperar que estes "assuntos culturais" se resolvam, para que as raparigas possam ir à escola, para que as mulheres cheguem a mais lugares de topo, para que realmente tenhamos uma sociedade mais igualitária - porque todos ficamos a ganhar quando o ser humano sonha e realmente luta pelos seus objectivos, independentemente do género.

Em standby?

Chegámos ao mês de Julho e as temperaturas quentes não deixam margem para dúvida: o verão já chegou e com ele vêm as férias.

Quando éramos crianças, Julho era sinónimo de férias, de um longo verão na praia, no campo, com os avós, a comer gelados. Eram férias de três meses cheios, cheíssimos. Com o avançar dos anos, os exames no secundário, as cadeiras na faculdade e a entrada no mercado de trabalho, a noção de verão e férias passou a ser um pouco mais confusa, porque quantos de nós é que temos férias no Verão?

Apesar de a maturidade não trazer mais essas regalias, é possível sentirmos um maior relaxamento no trabalho, uma maior leveza na gestão de projectos (a não ser que sejam eventos de verão), uma diminuição do ritmo de trabalho. Com todo o mundo a parar, também arranjamos alguma desculpa para pararmos também. Se temos mais tempo livre, aproveitamos para descansar, para passear, para molengar e para esquecer algum trabalho.

 

Mas não nos podemos esquecer de continuar a lutar pelos nossos sonhos.

 

Muitos empreendedores começam os seus negócios a part-time, nas horas livres depois do trabalho. O nosso sonho deixa-nos mais vivos e ambiciosos quanto ao nosso futuro mas é natural que a rotina do trabalho, de segunda a sexta-feira, nos retire alguma força e quando chegamos ao fim-de-semana, já não temos cabeça para mais nada - e isso prejudica os nossos projectos e aumenta também o grau de insatisfação.

Com o bom tempo, a diminuição da pressão do trabalho e o facto de os dias serem maiores, muitos de nós querem aproveitar para descansar e ir a passeios, concertos, festivais, restaurantes e jantares com os amigos. Mas o que vai acontecer então ao nosso negócio? Vamos tirar umas férias e depois quando queremos voltar a trabalhar não temos tempo para nada, de novo?

 

Mais do que aproveitar o Verão, devemos aproveitar melhor o nosso tempo, não só quando dá para ir à praia mas também durante todo o ano. Podemos e devemos colocar a nossa vida em modo standby por uns dias mas não podemos cair na preguiça. Se o trabalho está menos exigente, porque não concentrar a energia extra nos nossos projectos pessoais? Se temos mais tempo livre e mais disposição, porque não juntar os amigos e trocar ideias sobre negócios em grupo? Se os dias são maiores, porque não acordar mais cedo e tirar um tempo pessoal para fazer exercício ou ler um livro? Se temos menos responsabilidades laborais, porque não aproveitar para tirar um curso para melhorar uma competência em falta?

 

Verão é sinónimo de praia e de descanso mas também pode ser sinónimo de refrescar as ideias e dar uma maior força aos nossos objectivos profissionais e pessoais.

Aproveitem o tempo para descansar mas também para trabalhar em vocês próprios, já que essa é uma tarefa que devemos todos fazer, todos os dias, com ou sem praia.