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Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Erre Grande

Diário motivacional de quem sabe o que quer: viver, aprender e crescer profissional e pessoalmente.

Histórias de Sucesso #1

"O importante não é o destino mas sim o caminho".

O sucesso pode parecer uma meta ou destino mas é, na realidade, um processo, um caminho de altos e baixos, uma maratona cheia de obstáculos que devemos superar um a um antes de podermos aproveitar a realização pessoal.

 

Para ajudar os guerreiros que estão na luta para concretizar os seus sonhos, aqui começa a rubrica Histórias de Sucesso, para mostrar que o sucesso não acontece do dia para noite, que o sucesso não é um elevador mas sim uma escala dolorosa - mas que no final tudo vale a pena. 

 

A primeira história de hoje é sobre o Pinterest, que vi no blog A MAÇÃ DA EVA. O  Pinterest é uma rede social de partilha de imagens para inspiração nos mais variados temas, como decoração, cozinha, moda. O processo longo, demorado e deloroso de 2 anos que fica patente nesta imagem.

 

Aquilo que mais me inspira nesta história é a crença inabalável de que isto se vai concretizar. Mesmo com imensos obstáculos e mesmo quando as coisas não correm bem, os criadores continuaram porque acreditaram no seu sonhs. E é assim mesmo que eu acredito também: com muita dedicação, trabalho árduo e uma boa dose de crença em nós próprios, podemos concretizar tudo!

 

 

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Adoro Segundas-feiras com Feriado

Segunda-feira que é feriado é quase que remédio santo. Quase que vejo as pessoas mais alegres, a suspirar de alívio porque esta segunda-feira não será tão horrível como as outras porque vai-se ficar em casa ou vai-se passear. Sendo feriado ou não, a segunda-feira é sempre uma óptima oportunidade para começarmos a semana com o pé direito. E se há tempo livre ainda melhor, pois uma boa auto-reflexão ajuda-nos a continuar o nosso caminho.

Aqui também ficam outras sugestões.

 

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Feriados: como aproveitar um dia livre?

Um feriado é sempre um dia mais feliz do que outros. É um dia livre no meio de uma semana de trabalho, um dia para descansar, um dia que podemos ficar na cama até mais tarde.

 

E é aqui que fica a minha pergunta, será que com um dia super livre para fazermos aquilo que quisermos, será que aproveitamos bem esse tempo para nós? Quando temos 24h para fazermos o que quisermos, será que realmente conseguimos fazer mais com mais tempo livre?

 

Para aproveitar este feriado em grande (e esperemos que com sol o dia todo!) aqui ficam algumas dicas.

 

1. Tirar tempo sozinho: termos tempo para nós próprios é uma maneira de reflectirmos sobre a vida, descansarmos e recarregarmos baterias. Tirar um dia só para nós pode ser o suficiente para podermos ir com outra energia para o trabalho. Ir ao spa, ler livros, praticar desporto, caminhar, tomar café, descobrir um novo local, ir a um novo restaurante, pegar no carro e viajar são programas simples e até baratos que já nos fazem aliviar do stress do dia-a-dia.

 

2. Conhecer: pegar nos amigos, partir à aventura e conhecer um novo sítio; juntar a família e ir ao restaurante do costume; pegar no namorado e ter uma escapadinha romântica são das primeiras ideias que temos quando pensamos num fim-de-semana grande. O importante é sabermos aproveitar o tempo com os outros sem pressas de que amanhã já vamos trabalhar. Aproveite para fazer contactos, contar histórias e reforçar a importância da amizade e da família - serão sem dúvida 24h muito bem gastas.

 

3. Pausar: para quem está com a cabeça a mil e não sabe o que fazer da vida, recarregar baterias é vital. Repor as horas de sono, organizar a vida, fazer os planos da semana, arrumar a casa, acabar aqueles projectos pendentes são pequenas coisas que podem parecer chatas de se fazer a um feriado mas depois de feitas permitem-nos continuar a vida com outra energia.

 

Assim, os feriados são 24h que nos são "dadas" para podermos pensar no que é que realmente faríamos se todos os dias pudéssemos aproveitar essas horas: quer seja para descansar, organizar vida ou estar com os amigos, o importante é aproveitarmos essas horas como qualquer dia se tratasse - para criar bons momentos porque feriados há muitos mas vidas só há uma.

Eles talentosos elas trabalhadoras

O Erre Grande é um espaço para se falar de trabalho, empreendedorismo, sucesso, desenvolvimento pessoal - é um espaço que serve para discutirmos ideias sobre o lugar do ser humano nesta vida, não só em termos profissionais, mas também em termos pessoais e de desenvolvimento pessoal.

 

Como sou mulher, as questões do feminismo e da igualdade de género despertam o meu interesse e quando leio algum artigo a alertar para a contínua disparidade de tratamento que existe entre homens e mulheres no mercado de trabalho quase que me "salta a tampa". Para mim, é essencial promovermos a igualdade de género, todos os dias, em todas as frentes, principalmente quando falamos de países desenvolvidos, onde se discutem assuntos sobre a liberdade individual e, aparentemente, este assunto ainda não está completamente "resolvido".

 

Recentemente li um artigo no Expresso sobre a forma como as instituições de ensino tratam rapazes e raparigas de forma distinta. A tese é bastante simples: quando um aluno tem boas notas, ele tem "talento", inteligência. Quando uma aluna tira boas notas, ela é "trabalhadora" e esforça-se bem.

 

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Pela minha experiência, sempre fui boa aluna e isto acontecia porque estudava mas também porque tinha facilidade em aprender, em absorver informação, em relacionar conceitos, a ouvir e a explicar conhecimentos que eram pedidos nas aulas. A este meu "esforço" de saber mais e aprender mais eu chamo-lhe de inteligência - por isso eu sou boa aluna porque sou inteligente.

Ora por este estudo, isso não é bem assim: segundo esta amostra, esta sociedade vê-me a mim e às minhas amigas e colegas como mulheres trabalhadoras, esforçadas e que atingem bons resultados porque a nossa dedicação é fantástica. Como é que é possível vivermos numa sociedade que olha para um rapaz e acha que ele é um génio por natureza e olha para uma rapariga e acha que ela é um bom exemplo de como o bom trabalho compensa? Os homens também não precisam de trabalhar? As mulheres também não têm talentos naturais?

 

A partir destes estudos, gostava que as pessoas pensassem que com ou sem talentos, com ou sem inteligência, sem um objectivo claro e trabalho árduo, nenhum ser humano chega à excelência - e isso só tem a ver com o trabalho e não com o género.

Esperemos que isto seja mais um alerta de como estamos muito evoluidos mas que ainda precisamos de evoluir muito muito mais.

 

Como fazer uma lista de tarefas

Trabalhar é produzir algo, realizar projectos, colocar ideias em prática. E para sabermos exactamente aquilo que temos de fazer devemos fazer uma lista de tarefas.

 

Somos seres humanos e passamos os nossos dias a realizar actividades, desde as actividades rotineiras, como comer, dormir, andar, até actividades mais complexas, como decidir, implementar, reflectir. Com tantos papéis e tantas responsabilidades que temos, é natural que não nos lembremos de tudo aquilo que temos de fazer num dia e é aqui que entra a lista de tarefas. 

 

Uma boa vida profissional e pessoal depende da nossa organização e o planeamento de tarefas a realizar é a chave para podermos ser mais produtivos e termos mais tempo livre para nos dedicarmos a actividades de lazer.

 

Assim, para fazermos uma boa lista de tarefas devemos:

  • Definir as tarefas: começar o dia com uma lista é fundamental para sabermos o que queremos concretizar e o que nos predispostos a cumprir nesse dia.
  • Seja específico: identifique todas as tarefas e seja específico. "Arrumar a secretária" pode ser uma tarefa mas se escrever "organizar os papéis da secretária para arquivar na sala 3" é uma tarefa muito mais específica com uma orientação clara para o resultado a ser atingido;
  • Estabeleça prioridades: todos temos muito que fazer mas nem todas as tarefas tem o mesmo peso e importância. Por isso coloque as tarefas por ordem de prioridades para perceber o que realmente quer atingir nesse dia;
  • Faça um plano semanal: para além de estabelecer metas diárias, ter uma visão total do trabalho a desenvolver durante uma semana de trabalho ajuda-o a perceber o ritmo e a evolução das tarefas. Ajuda também a perceber qual é o seu método de trabalho e como pode melhorá-lo para ser ainda mais eficaz.

 

Depois de pronta a lista, por onde começar? Ao enumerar as prioridades, escolha também começar pelas tarefas mais difíceis e que levam mais tempo. Depois de um maior esforço, as tarefas mais simples vão parecer mais fáceis e o trabalho estará concluído em apenas alguns minutos.

 

E para uma organização ainda mais eficaz, pode ainda definir tarefas e conjugá-las para poder fazer duas coisas: sabia que pode fazer aquela chamada telefónica a caminho do trabalho? Ou que pode ter aquela reunião de negócios ao almoço? Combinar actividades, desde que não caia no multitasking excessivo, pode ser uma boa prática.

 

Assim, para uma boa produtividade, devemos fazer um bom planeamento de objectivos: devemos definir as nossas tarefas para o dia-a-dia, definir tarefas específicas, hierarquizar a sua importância e implementá-las de forma clara e organizada.

Dicas para gerir melhor o tempo

Há uma coisa de que toda a gente fala como uma chave importantíssima para o sucesso profissional e pessoal é a gestão do tempo: é aquela eterna tarefa que todos nós devíamos ser profissionais mas achamos que nunca vamos conseguir.

Todos nós temos 24 horas por dia para fazermos aquilo que devemos fazer (trabalhar, dormir, comer) e aquilo que gostaríamos de fazer. Ninguém tem mais horas nem ninguém tem menos horas. Quem consegue fazer mais coisas não tem mais tempo, mas organiza melhor o seu tempo.

 

Nesta questão, ando meio desiquilibrada, ora há dias em que tenho completo controlo do meu tempo e vou fazendo coisas atrás de coisas, a concretizar os meus objectivos, ora há dias em que chego à noite e percebo que gastei imenso tempo a não fazer nada. E por isso, acredito que para se conseguir gerir bem o tempo, há que trabalhar muito, pois é com o tempo e experiência que aprendemos a fazer melhor as coisas, a fazer as coisas de forma mais rápida, a criarmos um ritmo e um método de trabalho que nos ajudam a aproveitar melhor cada dia.

 

Para gerir melhor o tempo, ficam aqui algumas dicas que encontrei e achei muito úteis e de fácil aplicação:

  • Define os teus objectivos de forma realista;
  • Não te preocupes com detalhes que não importam;
  • Gasta o tempo em coisas que realmente são importantes;
  • Celebra os bons hábitos;
  • Revê a tua lista de tarefas;
  • Desiste da perfeição (mais vale feito do que perfeito!);
  • Tem uma agenda;
  • Conhece os teus limites;
  • Aprende a dizer que não (tão fundamental para não perdermos a produtividade);
  • Atribui prioridades às tuas tarefas;
  • Planeia com antecedência;
  • Mantém-te concentrado;
  • Motiva-te;
  • Mete alarmes;
  • Pára de fazer multitasking!
  • Delega tarefas;
  • Faz um bocadinho todos os dias;
  • Cria objectivos para o longo prazo;
  • Vê quanto tempo gastas a fazer determinada tarefa;
  • Não te preocupes com impulsos;
  • Elimina tudo aquilo que só te faz perder tempo;
  • Começa mais cedo para acabar mais rápido;
  • "Desliga-te" do mundo para "voltar à carga";
  • Faz listas de tarefas - mas sê flexível;
  • Planeia interrupções;
  • Divide tarefas em várias tarefas pequenas;
  • Não faças mais do que aquilo que consegues.

 

E vocês? Que técnicas utilizam para usarem melhor o vosso tempo e aumentar a vossa produtividade?

 

Sem desculpas

Quantas vezes dizemos que queremos uma coisa mas não a fazemos?

"Quero emagrecer", "quero deixar de fumar", "quero deixar de roer as unhas!".

E quantas vezes inventamos uma desculpa para não o fazer?

"Custa tanto deixar de comer doces", "não consigo não fumar", "tenho este hábito desde criança, não dá".

 

E vivemos a vida assim, a querer coisas para no minuto seguinte inventarmos uma desculpa para não o fazermos. E depois vemos outras pessoas a conseguirem perder peso, a deixar de fumar, a não roerem as unhas durante meses e perguntamo-nos: como é que eles conseguem?

"Devem ter tido sorte", "devem ter tomado alguma coisa", "devem ter pago a alguém para os ajudar", "de certeza que ainda roem as unhas de vez em quando".

 

Quando eu própria começo com este tipo de comportamento tenho de dizer à minha pessoa uma simples palavra: BASTA!

Basta de inventar que não consigo fazer algo. Basta de inventar desculpas. Basta de atribuir o sucesso à sorte e atribuir o fracasso ao azar.

Nós somos responsáveis pela nossa própria vida, pelo nosso caminho, pela nossa jornada. Há metas que podem ser realizadas em poucos dias e outros objectivos que demoram mais tempo, mais esforço, mais suor, mais dedicação - mas para chegarmos onde queremos chegar, há algo que não pode faltar, e isso é a determinação, a certeza absoluta de que vamos chegar lá, custe o que custar. E quando queremos muito uma coisa, quando queremos muito sair, quando queremos muito passar para o próximo nível, então devemos ir para a frente, sem desculpas, sem arranjos, sem mas, sem ses, sem depois faço isso, sem logo se vê.

 

Se é para fazer, se é para ser, se é para querer a sério, então temos de ir, sem desculpas.

Sobre os jovens desempregados

Não sou de publicar coisas tristes ou negativas, muito menos aqui no Erre Grande, mas à semelhança deste artigo, esta crónica chamou-me à atenção e não poderia deixar de postar.

 

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Neste artigo de opinião que encontrei, li-o com toda a calma e senti que estava a falar de uma realidade muito próxima - e isto acontece cada vez que se fala em jovens e em desemprego, porque é realmente uma situação frustrante, tal como descreve o parágrafo abaixo que transcrevo na íntegra:

 

3. Olho os meus jovens estudantes numa pausa da aula. 20 anos, que coisa, 20 anos (ninguém tem 20 anos, penso). Depois olho-os outra vez, do mais brilhante – a quem acabei de dar 19 valores, coisa rara na faculdade – aos fracos das últimas filas, difíceis de controlar na sua tendência para conversar, consultar telemóveis ou, simplesmente, dormitar. Contemplo os jovens estudantes e sinto crescer em mim um sentimento que de início não entendo, não consigo explicar, é um aperto leve mas contínuo, um esgar de contrariedade, uma incomodidade inominada. Olho-os um a um enquanto falam à espera que eu retome a lição, já perplexos alguns, pelo ar estranho com que os fixo, um a um, fila a fila, medindo-os, avaliando-os, lamentando. E percebo ser de comiseração o sentimento que sinto, um sentimento de pena ao ver aqueles jovens, 20 anos de esperança, a sonhar com um futuro onde cabem empregos, realização pessoal e profissional, com rendimentos que os levem a viver tão bem ou melhor do que os pais viveram, como os pais em relação aos avós; olho-os com pena porque sei o que eles não sabem, ou sabendo-o rejeitam-no com o vigor da juventude que são, 20 anos, aos 20 não há impossíveis, mas eu sei que há, e tenho pena, não devia, faz-me pena ter pena. Detesto ter pena. E então revolto-me, sinto outro sentimento, de estima, de revolta, a minha pena é agora revolta e estima, estima por aqueles jovens tão jovens, têm 20, em breve 30, provavelmente o meu aluno de 19 valores viverá longe, noutro país, remunerado, feliz, alguns dos outros não, sobreviverão de estágios, empregos breves e mal pagos; sinto estima e revolta contra um sistema que condena a inteligência jovem do país a partir, ou manter-se num regime de precaridade insuportável. Da minha pena fez-se revolta. Ainda bem.

Foi assim durante dois anos, enquanto procurava por uma oportunidade de fazer parte do mercado de trabalho. Agora que penso ter arranjado um espaço pequeno mas acolhedor, olho para trás para esses tempos e não sei como consegui persistir, como consegui passar dia após dia a não trabalhar, dia após dia a passar horas em websites de emprego, dia após dia a mandar currículos e a ir a algumas entrevistas, dia após dia a tentar procurar mais uma formação que me poderia ajudar em alguma coisa, dia após dia a pedir referências a amigos ou familiares. E eu sei que agora estou "livre" disso mas sei que muita gente continua neste ciclo vicioso, a desesperar dia após dia, quando ser jovem devia significar ter a vida pela frente. E cada vez que vejo mais um jovem licenciado ou com outros estudos, com determinação para trabalhar e aprender, cada vez que vejo alguém nesta situação sinto o mesmo que este senhor: primeiro pena porque não desejo essa situação a ninguém mas depois não quero ter pena e então fico revoltada.

 

Como é possível vivermos na época mais tecnologicamente avançada, com mais dinheiro, mais oportunidades, mais formação e qualificação e mesmo assim existir este inferno estúpido? Actualmente ser jovem é sentir que nos cortaram as asas antes de sequer deixarem-nos aprender a voar.

 

Não quero ter este tipo de discurso, muito menos aqui, mas parece que ser jovem é ter uma vida promissora hipotecada porque o diploma não chega, porque a experiência não existe, porque ninguém quer dar a experiência que não existe.

 

Noto que as coisas estão pouco melhores desde que sai da faculdade há 3 anos atrás mas ainda sinto que há imenso a fazer, porque não quero que os jovens de 19 e 20 anos passem por aquilo que passei, porque não é justo e não é normal. Esperemos que mude e agora já não tolero que mude apenas um pouco. Espero bem que mude e que mude rapidamente, porque hipotecar os jovens é hipotecar o futuro e isso não deve ser tolerado, seja em que sociedade for.

 

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